Ator e diretor do teatro brasileiro, de origem polonesa, desembarcou no Rio de Janeiro em 1941, como foragido da guerra na Europa. Nascido em Varsóvia, chegou quase por acaso no Brasil, sem falar uma única palavra de português. Quando ele partiu daquele caos da Polônia invadida, já era ator e diretor de nome firmado na Europa, e tinha um convite para dirigir um grupo polonês nos Estados Unidos. Ao se ver no Rio, resolveu fazer uma pequena escala. Ela durou 37 anos. Aqui, encontrou um teatro anêmico, digestivo, sem estilo, sem mensagem e sem Brasil, como observou anos depois. Logo foi convidado para dirigir "Assim é que Lhe Parece", de Pirandello, Pelleas e Melissande, de Maeterlinck e Fim de Jornada, de Sheriff. Em 1943, dirigiu "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, um desempenho considerado de vanguarda nos palcos brasileiros. Depois de seis meses de extenuantes ensaios, o espetáculo estreou e tornou-se ponto de referência obrigatório na história do teatro brasileiro. Em 1950, Zimba já possuía sua própria companhia. Como ator, seu porte físico avantajado, voz poderosa e olhar penetrante, tornavam-o próprio para papéis de reis, tiranos, profetas.

No entanto, sua versatilidade permitiu protagonizar um bicheiro em "Boca de Ouro", um torturado pai de família em "Jornada de Longo Dia para Dentro da Noite" (1958) e uma velha alcoviteira em "A Celestina". Fez também "Dorotéia" e "Pega-fogo" em 1950, e "O Santo e a Porca" em 1958. Foi professor da Escola de Arte Dramática de São Paulo e esteve na Polônia em 1964, tendo encenado duas peças brasileiras. De grande popularidade na década de 70 por suas atuações na Rede Globo, com destaque para "Em Família", ao lado de Zilka Salaberry, um dos principais e mais comoventes especiais da emissora; participou também da telenovela global "O Bofe", caracterizado como tia Stanislava, em 1972. Ao tornar-se Diretor do Núcleo de Casos Especiais da emissora, Ziembinski impôs uma severa disciplina artística aos atores, o que só lhe aumentou o prestígio entre os colegas. Dizia-se criador do teatro brasileiro e, nas 94 peças que dirigiu nos palcos, ensaiava até à exaustão. Enquanto nada ficasse como queria, ninguém ousava ir embora. Foi através de sua orientação que grandes nomes se projetaram no cenário artístico nacional: Jardel Filho, Maria Della Costa, Sergio Cardoso, Walmor Chagas, Raul Cortez, Cacilda Becker, Cleide Yáconis, Tonia Carrero e Cecil Thiré.

Nas telas, Ziembinski atuou na produção mais cara da Companhia Vera Cruz, "Tico-Tico no Fubá", em 1972, quando foram mobilizados vários técnicos estrangeiros. Participou também de um clássico policial do mesmo estúdio, "Veneno", em 1953, ao lado de Paulo Autran. Seguiram-se "Apassionata" em 1953 e ao lado de Paulo Autran e Tonia Carrero, "É Proibido Beijar" em 1954, "Edú, Coração de Ouro" em 1967 e "O Homem de Papel" em 1975. Zbigniew Marian Ziembinski recebeu a Ordem do Mérito Cultural polonesa, pelas mãos do embaixador Edward Wychowanice como reconhecimento de seu país de origem pelo muito que fez pelas artes brasileiras. Em 1976, o ator encomendou a Antonio Bivar uma peça para comemorar seus 50 anos de teatro e 35 de Brasil. Bivar escreveu "O Quarteto", que foi seu último trabalho nos palcos. Ziembinski morreu aos  70 anos, em 18 de outubro de 1978.
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