Comediante do cinema, teatro e televisão, considerada a primeira dama da chanchada brasileira. Ficou consagrada com os personagens Biscoito e Dona Bela, interpretados ao lado de Chico Anysio, pela Rede Globo. Com o bordão ele só pensa naquilo, da personagem Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, Zezé interpretava mais uma das mulheres feias que tornou-a popular. Apesar de interpretar feias, ela era vaidosa: fez plásticas e não gostava de revelar a idade. Sua carreira artística se iniciou em 1953, quando trabalhava como secretária do dramaturgo Dias Gomes, no departamento artístico da Rádio Tamoyo do Rio de Janeiro. Ao faltar uma atriz para fazer o papel de ingênua numa novela que ia ao ar, eles se lembraram de Zezé, que poderia falar um pouco e tapar o buraco. Foi imediatamente contratada. Atuou também durante cinco anos na Rádio Nacional. Em seguida, demonstrou interesse por papéis cômicos e foi chamada pela TV Tupi para fazer o papel de uma criadinha engraçada na novela Eu, a Mulher e os Filhos.

Não havia tipos que Zezé não havia feito. Desde a pretinha saliente até a francesa pernóstica, passou por todos os estágios e se saiu bem, a ponto de fazer sucesso em todos os cantos do país. A atriz foi uma das principais estrelas do cinema nacional, tendo iniciado com O Petróleo é Nosso, de Watson Macedo, em 1954, onde fazia uma doméstica. Em seu filme predileto, De Vento em Popa (1957), ela deixou de ser a empregadinha para usar jóias caríssimas, roupas extravagantes e cantar trechos de ópera, na pele de uma socialite perseguida por Oscarito. As chanchadas da Atlântida trouxeram-lhe a fama, a ponto de Oscarito classificá-la como a maior comediante do Brasil e Grande Otelo compará-la a Charles Chaplin. Em mais de 108 participações cinematográficas, uma de suas últimas aparições na tela foi em As Sete Vampiras, de Ivan Cardoso.

Maria José Macedo nasceu em Capivari, atual município fluminense de Silva Jardim e, na adolescência, dedicou-se ao teatro amador. Iniciou nos palcos aos 4 anos e desistiu de ser atriz aos 15, quando casou-se com o mecânico Alcides Manhães, mas retomou a carreira quando seu único filho morreu, com 1 ano de idade. Estreou como profissional no teatro de revistas da Companhia de Walter Pinto. Casou-se duas vezes, a segunda delas com Victor Zambito, cantor da Companhia Gomes Leal, onde também atuava. Ficaram 38 anos casados e não tiveram filhos. Zezé dedicou-se ainda à poesia, com quatro livros publicados. Seu corpo foi cremado no cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, e as cinzas foram jogadas no jardim do prédio onde morava. Zezé Macedo faleceu aos 85 anos, em 8 de outubro de 1999.
Filmografia
1954: O Petróleo é Nosso
1955: Carnaval em Marte
1955: Trabalhou Bem, Genival
1955: O Feijão é Nosso
1955: Sinfonia Carioca
1956: Tira a Mão Daí!
1956: Quem Sabe, Sabe!
1956: Dona Xepa
1957: De Vento em Popa
1957: Garotas e Samba
1957: Treze Caldeiras
1957: A Grande Vedete
1957: Rio Fantasia
1958: O Camelô da Rua Larga  
1958: É de Chuá
1961: Virou Bagunça
1968: Cala a Boca, Etelvina
1958: Esse Milhão É Meu
1958: E o Espetáculo Continua
1959: O Homem do Sputinik
1959: Minervina Vem Aí 
1961: Virou Bagunça       
1971: Os Monstros de Babaloo
1975: Assim era a Atlântida
1986: As Sete Vampiras
1986: O Escorpião Escarlate
1988: O Casamento dos Trapalhões
1988: O Diabo na Cama
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Zezé Macedo
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