Integrante do grupo humorístico Os Trapalhões, iniciou a carreira ainda jovem em Belo Horizonte atuando em programas de rádio. Nascido numa família humilde com onze irmãos, pensou em ser arquiteto para ajudar os familiares com uma profissão que oferecesse estabilidade financeira. Descoberto por Manoel da Nóbrega, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a apresentar-se na Praça da Alegria. Seu famoso personagem foi criado para o programa Café sem Concerto, da extinta TV Tupi,inspirado num tipo folclórico de Sete Lagoas, sua terra natal, e com grande êxito entre o público infantil. Em 1965, Wilton Franco criava o programa Adoráveis Trapalhões na TV Excelsior de São Paulo, estrelado por Wanderley Cardoso.

A cada episódio, o cantor se metia em encrencas e era salvo por um trapalhão filósofo (Ivon Cury), um trapalhão briguento (o lutador Ted Boy Marino) e um trapalhão engraçado (Renato Aragão, escolhido após ser descartado o nome de Costinha). Transformaram-se em febre nacional, e Aragão assumia a liderança do programa. Saiu Ted Boy, entrou Vanusa, e o sucesso continuava. Com a falência da Excelsior, transferiram-se para a TV Record com o título de Os Insociáveis, e ingressava no grupo Manfredi Santana, o Dedé, vindo do teatro de revistas, e Antonio Carlos Bernardo Gomes, o Mussum, integrante do conjunto musical Originais do Samba. Contratados pela Tupi, Zacarias, já pertentente ao elenco humorístico da emissora, passava a integrar o grupo, que assumia o título definitivo de Os Trapalhões. O programa tornou-se campeão de audiência, batendo o Fantástico, carro-chefe da linha de shows da Rede Globo. Depois, com problemas por falta de pagamento na Tupi, foram contratados pela Globo.

Foi Renato Aragão quem criou o apelido de Zacarias, nome de um galo que ele possuía. Personificando o tipo ingênuo e infantil, e sempre escondendo a careca sob uma desajeitada peruca, ele era motivo de gargalhadas da platéia infanto-juvenil dos cinemas, cujos filmes produzidos em sua maioria por J. B. Tanko, eram lançados com sucesso imediato de bilheteria. Entre eles, destacam-se 'O Rei e os Trapalhões' (1979, com Mario Cardoso; 'O Incrível Monstro Trapalhão' (1980) e 'Atrapalhando a Suate' (1983, com Lucinha Lins e sem Renato Aragão, filme realizado na época em que dissolveram o grupo. Mauro Faccio Gonçalves, seu nome na vida real, era o único integrante dos Trapalhões que fazia teatro, tendo excursionado com a comédia 'A Dama do Camarote', em 1970. Foi casado durante 17 anos com Selma Lopes, a Edilamar, mulher do Gastão, no programa de Chico Anysio, tendo uma filha e duas netas. Zacarias morreu aos 57 anos, em 18 de março de 1990.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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