Laurence Olivier: ator, cineasta e teatrólogo britânico, foi condecorado com o título de Sir pela rainha da  Inglaterra e mereceu um Oscar em 1948 por sua atuação em 'Hamlet'. Segundo Michael Korda, que escreveu o livro 'Curtain', Olivier teve um romance com Danny Kaye. Anthony Holden, biógrafo oficial do astro, confirmou para a revista 'Spectator' que a certa altura da vida Laurence se sentiu um tanto inclinado à homossexualidade. O ator morreu aos 82 anos, em 1989.  

Leonard Bernstein: compositor, pianista, regente e musicólogo norte-americano, uma das figuras mais fascinantes da música contemporânea. Famoso com o musical  ?West Side Story?, sucesso em cartaz na Broadway e filme ganhador de vários Oscars (Amor, Sublime Amor). Bernstein esteve no Brasil em 1985 e divertiu-se no carnaval carioca, do Sambódromo ao Gala Gay. Segundo a escritora Joan Peyser, o maestro era homossexual e seu casamento com a atriz chilena Felicia Montealegre, que conhecia sua condição, foi apenas um artifício usado para encobrir suas verdadeiras preferências sexuais. O maestro morreu aos 72 anos, em 1990. 

  
Liberace: prestigiado músico norte-americano e de notável popularidade na televisão por suas apresentações extravagantes e com absoluto domínio de seu instrumento de preferência, o piano. O artista não assumiu sua homossexualidade e levava vida dupla para não desapontar seus fãs. Seu companheiro, Scott Thorson, exigiu 380 milhões de dólares quando se separaram, pedido negado pelo juiz. Liberace morreu aos 67 anos, em 1987. 

Luchino Visconti: cineasta italiano, um dos nomes mais importantes da escola neo-realista, conquistou a projeção internacional com o filme 'Rocco e seus Irmãos', em 1960. Segundo consta, o astro Helmut Berger, que estrelou duas de suas produções ('Os Deuses Malditos' e 'Ludwig, o Último Rei'), foi a grande paixão do cineasta, morto aos 69 anos, em 1976.  

  
Madame Satã: nascido em 1902, marginal, um dos pioneiros na profissão de travesti e uma das figuras mais folclóricas do bairro da Lapa, no Rio. João Francisco dos Santos, também conhecido por Caranguejo ou Satz, esteve detido no presídio da Ilha Grande por longos anos. Começou sua vida muito cedo, já fazia teatro rebolado em 1928.  Antes disso, foi garçom e cozinheiro em pensões da Lapa. Cometeu seus crimes quase que distraidamente, pressionado pela necessidade de sobreviver em um ambiente em que tudo seria perdoável menos a covardia. Quarto filho de uma ninhada de dezessete, declarou: 'Minha mãe nunca soube que eu sou madame. Acha que me chamo João'. Em 1975, apresentou-se no espetáculo 'Lampião no Inferno', no Teatro Miguel Lemos. Morreu em 1985. 

     
Marcel Proust: renomado escritor francês, sua obra mais importante foi "Em Busca do Tempo Perdido", publicada entre 1913 e 1927. Odiado por diversos intelectuais de sua época, entre eles, Paul Claudel, que costumava chamá-lo de "velha judia maquiada". Proust morreu aos 51 anos, em 1922. 

Margarida: juiz de futebol carioca, uma das personalidades mais folclóricas dos campos brasileiros após assumir sua homossexualidade. Jorge José Emiliano dos Santos tornou-se  uma sensação ao apitar autênticas guerras nos campos de praia do Rio, onde ganhou o apelido. Também bom de marketing, Margarida tinha exata noção do interesse que despertava no público com seus trejeitos e requebros durante as partidas. Costumava enfrentar os jogadores e desmunhecar ao dar cartões punindo faltas graves. O estilo de apitar, com as mãos revirando e os pés tocando com leveza o gramado, num bailado espalhafatoso, transformou-o numa atração à parte dos campeonatos. Irreverente e polêmico, chegou a ser jurado de programa de auditório e comentarista em duas emissoras de rádio. Margarida tinha como ídolo o lendário árbitro Armando Marques, afirmando que também possuía alma teatral. Morreu aos 41 anos,  em 1995. 

  
Marguerite Yourcenar: monumento das letras francesas do século XX e autora de ?Memórias de Adriano?, a escritora dividiu alegrias e tristezas com Grace Frick durante quatro décadas. De origem belga, Yourcenar tornou-se a primeira mulher a ser eleita para a Academia Francesa de Letras em 1980, rompendo uma tradição de 350 anos. Morreu aos 84 anos, em 1987. 

Mazzaropi: popular comediante do cinema brasileiro, comparado a Chaplin e a Cantinflas, consagrou-se no tipo mais famoso das telas nacionais, o Jeca, um caipira ingênuo mas que sempre acabava se saindo bem em suas artimanhas. De acordo com depoimentos de artistas, o cineasta não escondia sua homossexualidade dentro dos estúdios. Mazzaropi morreu aos 69 anos, em 1981.   

  
Michael Redgrave: artista do cinema britânico, atuou em 'Nunca te Amei', merecedor do prêmio de melhor ator no Festival de Cannes em 1951. Considerado também grande intérprete de Shakespeare e pai das atrizes Vanessa e Lynn Redgrave. Sua bissexualidade era pública e não interferiu na carreira profissional. O ator morreu aos 77 anos, em 1985. 

Michel Foucault: intelectual, pensador, filósofo, jornalista e explorador de arquivos francês, famoso pela autoria de uma tese sobre a invasão das estruturas de poder na vida cotidiana do indivíduo. James Miller é o autor de um livro onde ele aborda temas como o uso de drogas pelo filósofo, sua homossexualidade, sua participação em sadomasoquismo e a morte pela Aids. Ele sugere uma espécie de suicídio através do sexo, quando menciona as incursões de Foucault nos banhos gays de São Francisco no outono de 1983. Foucault morreu aos 57 anos, em 1984.    

  
Miguel de Cervantes: autor espanhol de ?Dom Quixote? (1547-1616). Segundo seu co
nterrâneo, o dramaturgo Fernando Arrabal, Cervantes era gay. Teria descoberto a inclinação ainda na juventude em Madri, onde 'seu professor Lopez de Hoyos, que o amava tanto, contribuiu com outros homens para a formação de sua sabedoria e o despertar de sua sensualidade'. Essa afirmação consta da biografia 'Um Escravo Chamado Cervantes', lançada em 1999. De acordo com o livro, Cervantes foi escravizado em Argel, no ano de 1575, e logo se transformou no favorito do rei, que, notoriamente, mantinha um harém masculino.  

 
Montgomery Clift: foi o galã de Elizabeth Taylor em 'Um Lugar ao Sol'. Maurice Leonard foi caso de Clift, por um breve período, no hotel londrino em que o ator estava hospedado. Clift se esforçava para esconder as suas preferências e jamais conseguiu assumi-las. Enterrou-as vivas, sob uma avalanche de papéis destinados a preservar a sua imagem de menino bonito, de maneira a não prejudicar seu status de galã.  

 
Noel Coward: dramaturgo, ator, cantor, compositor, romancista e showman inglês, morreu  em 1973, aos 73 anos. Suas canções se revelaram imortais e seu teatro passou a ser normalmente  comparado ao de  Oscar  Wilde  e  Bernard  Shaw.  Coward  era um homossexual que nunca fez estardalhaço de sua opção e libertário com horror à vulgaridade. Vinha de uma família rica que empobreceu e, mesmo tendo tudo contra si - a origem, a imagem pública, o homossexualismo, conseguiu impor-se na sociedade mais classista do planeta, a inglesa. Noel foi apaixonado pelo cantor Johnny Ray e teve um caso com Michael Redgrave. As biografias do artista ?Remembered Laughter', de Cole Lesley, e 'My Life with Noel Coward', de Graham Payn, publicadas depois de sua morte, descrevem suas intimidades com os dois autores, que foram amantes de Noel durante décadas, além de seus herdeiros.  

Oscar Wilde: escritor irlandês e autor de 'O Retrato de Dorian Gray'. Na segunda metade do século passado, Wilde oferecia um visual extravagante. Certa vez, deixou atônita a platéia envergando, entre outras peças, calças corsário, sapatilhas lustrosas e laços nos punhos. No teatro, imitavam sua maneira lânguida de dizer versos empunhando um lírio. O lorde Alfred Douglas foi o maior amor e o grande tormento na vida de Wilde. Por ter assumido abertamente sua 'conduta imprópria', Wilde foi julgado e condenado a dois anos de prisão na Inglaterra vitoriana. Em certo sentido, foi um mártir da causa gay. 

Paul Henreid: contracenou com Ingrid Bergman em 'Casablanca' e Bette Davis em 'A Estranha Passageira', ambas produções de 1942 e também ao lado do amigo Claude Rains. 

Paul Lynde: Em 1964 começou a ser produzida a série para TV  A Feiticeira, protagonizada pela atriz Elizabeth Montgomery. Foi nesta série que Agnes Moorehead se projetou mundialmente na pele da malévola e engraçada Endora. Além de Agnes, havia dois outros atores gays na série: Paul Lynde (o tio Arthur) e Dick Sargent, o segundo ator a fazer o marido Darrin Stephen. Paul e Agnes nunca saíram do armário durante suas vidas. 

Paul Verlaine & Jean-Arthur Rimbaud: nomes fundamentais do Simbolismo francês, Verlaine (1844-1896) e Rimbaud (1854-1891) viveram um legítimo caso de amor bandido, com brigas, tiros e muita bebedeira.  

Pet Shop Boys: dupla musical inglesa formada por Neil Francis Tennant (nascido em 1954) e Christopher Sean Lowe  (nascido em 1959). Homossexuais assumidos, suas músicas têm sido amplamente adotada pelas boates gays.  

Peter Lorre: famoso por sua atuação em 'M, o Vampiro de Dusseldorf'. O vampiro é um psicopata que mata crianças por compulsão e tem que carregar essa desgraça na vida. Peter Lorre criou uma espécie de protótipo de todos os personagens que interpretou posteriormente em Hollywood, onde nunca chegou a estrelar um filme.  

Pier Paolo Pasolini: cineasta, poeta e novelista italiano, foi assassinado por um garoto de programa. O criminoso tinha apenas l7 anos na época e foi preso quando dirigia numa estrada na contramão, o Alfa Romeo do cineasta, tendo confessado ser o dono de um anel encontrado junto ao cadáver. Afirmou que tudo aconteceu pela recusa em fazer o papel passivo numa relação homossexual, resultando em várias agressões e culminando com o homicídio. O cineasta morreu aos 53 anos, em 1975. 

Rainer Werner Fassbinder: diretor alemão de prestígio na década de 70, ganhou o Festival de Berlim com o filme 'Desejo de Veronica Voss'. Em 17 anos de carreira, produziu 41 obras, entre as quais, 'Querelle', lançado um ano após sua morte. Consumido pelo álcool e pelas drogas, às voltas com o preconceito por sua opção pelo homossexualismo, Fassbinder vivia mergulhado em crises profundas, até enfrentar uma overdose que lhe tirou a vida. O cineasta morreu aos 36 anos, em 1982.                                   

Ramon Novarro: super-astro dos filmes mudos, o herói do primeiro 'Ben-Hur', o galã de Greta Garbo em 'Mata Hari', era o latin lover que sucedera Rodolfo Valentino nos corações femininos. Numa manhã, o artista foi encontrado morto em sua mansão. Era 1968 e ele tinha 69 anos. Descobriu-se depois que dois garotos de programa - dois irmãos com os quais vinha saindo - o tinham assassinado. 

Raymond Burr: ator  consagrado na televisão ao interpretar o papel do lendário advogado-detetive na série 'Perry Mason', de grande sucesso nos EUA e também no Brasil, tendo estreado em 1957 e permanecendo no ar por nove anos. Burr morava numa fazenda no vale Dry Creek, Califórnia, onde era criador de animais e plantava uvas e verduras. Além disso, passava temporadas na ilha Fidgi e dedicava-se à plantação de orquídeas, sendo proprietário de um jornal local. Segundo consta, Burr escondeu-se com seu amante nessa ilha do Pacífico, a milhas de distância de onde fazia sucesso como 'Perry Mason' e longe dos olhares indiscretos da imprensa. Morreu aos 76 anos, em 1993. 

Renato Russo: líder do grupo Legião Urbana, era o autor de todas as letras de suas gravações, tendo vendido 8,5 milhões de discos em doze anos. O primeiro sucesso do conjunto aconteceu em 1986, com 'Eduardo e Mônica'. Depois, Renato ficou conhecido por protestos musicais como 'Que País É Este' e provocava os fãs de seus shows classificando-os de fascistas e bobocas. Até 1989, Renato se declarava heterossexual, tinha namoradas e levava fãs para o quarto do hotel após os shows. No ano seguinte, para surpresa geral, passou a se declarar homossexual e a escolher apenas parceiros do mesmo sexo. O cantor gravou um disco solo sobre seu engajamento gay,?The Stonewall Celebration Concert?, de 1994, onde homenageava os 25 anos do levante da comunidade gay no Village, em Nova York, contra a violência policial. Renato morreu aos 36 anos, em 11 de outubro de 1996. 

Richard Chamberlain: astro do seriado para TV 'Dr. Kildare' e da minissérie 'Pássaros Feridos', onde relata a saga do padre Ralph de Bricassard (Chamberlain), que tem de decidir entre seguir a vocação religiosa e o amor de uma mulher, produzida em 1985. O astro trocou Hollywood por Londres, onde se esbaldou na vida gay.  

Rock Hudson: galã de algumas das mais belas atrizes de Hollywood, consagrou-se em comédias leves ao lado de Doris Day e colocando-se entre os astros mais rentáveis do cinema nos anos 60. Ele chegou a casar-se com Phyllis Gates em 1955, por imposição da Universal, da qual era contratado, como saída para eliminar os rumores de que o astro em ascensão era homossexual. Hudson preferia desfrutar do conforto de sua mansão de dez quartos, com uma enorme coleção de discos, salas decoradas com peças de arte mexicanas, espadas medievais e tapeçarias orientais. A área da piscina era toda ornada com estátuas de homens nus. Em suas famosas festas, era rigorosamente proibida a entrada de heteros de ambos os sexos.  Hudson morreu aos 59 anos, em 1985. 

Rodolfo Valentino: o galã de maior sucesso da fase do cinema mudo, casou-se com uma lésbica e descreveu num suposto diário suas experiências com homens.  

Sal Mineo: famoso no cinema ainda adolescente, tendo chegado a receber uma indicação de melhor coadjuvante para o Oscar em 1955 por sua atuação em 'Juventude Transviada', no papel do jovem Plato, o obsessivo amigo de James Dean. Outra indicação ocorreu em 1960, ao participar de 'Exodus', ao lado de Paul Newman. Em 1976, Mineo morreu esfaqueado por um ladrão, supostamente um garoto de programa, em frente ao prédio onde morava. Tinha apenas 37 anos.  

Salvador Dali: mestre espanhol da pintura surrealista, consagrado através da obra ?A Persistência da Memória?, de 1931, onde reproduziu com perfeição imagens de relógios flácidos se derretendo. Com seus bigodes, que ele gostava de chamar de antenas psicodélicas, chegou a pintar cerca de 2.000 quadros a óleo, além de gravuras e esculturas. Segundo Carlos Lozano,  amigo  íntimo  do  pintor,  Dali  era  totalmente homossexual, e sempre ocultou isso. Ele viveu durante toda sua vida uma espécie de tormento que o levou a pensar além da conta no sexo. O que mais gostava de fazer era observar o ato sexual praticado por um casal jovem, convertendo-se em um voyeur. Dali e sua mulher buscaram rapazes jovens, de 20 anos: ele por seu desejo homossexual, e ela por sua voracidade ninfomaníaca. O artista morreu aos  84 anos, em 1989. 

Tennessee Williams: um dos mais importantes dramaturgos da história teatral norte-americana, consagrado no cinema por personagens inesquecíveis, como em 'Um Bonde Chamado Desejo' e 'Gata em Teto de Zinco Quente'. Williams conviveu por 14 anos com Frank Merlo e morreu aos 71 anos, em 1983. 

Thomas Mann:
gigante da literatura mundial do século XX, tornou-se um dos maiores escritores modernos por ter buscado expressar como um todo a realidade e o pensamento de sua época. Era filho de um rico senador de Lubeck, cidade ao norte da Alemanha e de uma brasileira. Segundo o biógrafo Donald Prater, sua tendência ao homossexualismo desde cedo se manifestou, com o escritor nutrindo paixões platônicas por rapazes ao longo da vida e tomando duchas frias para 'acorrentar os cachorros escondidos no porão'. Mann faleceu em 1955. 

Truman Capote: escritor nascido em Nova Orleans, foi um dos expoentes do neo-romantismo e introdutor de um estilo pungente em suas narrativas. Definindo-se como homossexual, alcoólatra e genial, Capote tornou-se o melhor autor de textos curtos, como novelas, contos e reportagens. O escritor teve um longo romance com Jack Dunphy e morreu aos 59 anos, em 1984. 

Tyrone Power:  Um dos galãs mais belos da história de Hollywood, tornou-se uma celebridade das telas aos 22 anos, ao estrelar "Lloyds de Londres". Destacou-se em 'O Fio da Navalha', 'Testemunha de Acusação' e 'Melodia Imortal'. Jamais assumiu sua homossexualidade publicamente, preferindo manter-se no anonimato. 

Vincent Price: o mais sinistro dos galãs de Hollywood, popular numa série de filmes de terror, transformando esse gênero em sua especialidade. Alto e com uma voz gutural, era o tipo adequado para interpretar um vilão ou um louco. Consagrado em adaptações para o cinema de obras de Edgar Allan Poe, como "O Solar Maldito".  

William Shakespeare: nasceu em Stratford-upon-Avon, em 1564. Iniciou a carreira escrevendo para teatro e não demorou muito para obter sucesso como dramaturgo. O teatro tornou-se forte em sua vida. Com tanta dedicação, Shakespeare obteve fortuna e sucesso. O autor tornou-se importante membro da companhia de teatro de Lord Chamberlain. Nesse período e por muitos anos, ele se dedicou de corpo e alma à dramaturgia.  

Ziembinski: ator e diretor do teatro brasileiro, de origem polonesa, desembarcou no Rio de Janeiro em 1941, como foragido da guerra na Europa, e revolucionou o teatro no Brasil ao encenar ?Vestido de Noiva?, de Nelson Rodrigues . Dirigiu 94 peças de teatro e participou de diversas telenovelas na Rede Globo. Ziembinski morreu aos 70 anos, em 1978.
Páginas   01   02   03
Verdade ou Mentira?
Página Inicial
Astros & Estrelas