Gigante da literatura mundial do século XX, tornou-se um dos maiores escritores modernos por ter buscado expressar como um todo a realidade e o pensamento de sua época. Derradeiro escritor a quem se pode chamar de clássico, ele realizou com sucesso um projeto literário de ambições globalizantes. Política, religião, ciência, arte - nenhum grande tema escapou à sua pena. Embora a megalomania tenha feito dele um sujeito difícil, Mann quase sempre conseguiu estar à altura de suas pretensões. Seu primeiro sucesso foi 'Os Buddenbrooks' (1901), romance que narra a trajetória de uma decadente família aristocrática. Seguiram-se 'A Montanha Mágica' (1924) e 'Doutor Fausto' (1948).
Mann opôs-se ao regime nazista e teve que exilar-se nos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial. Filho de um rico senador de Lubeck, cidade ao norte da Alemanha e de uma brasileira, Mann tinha um modo de vida esnobe e sempre foi cioso de seu status. Em 2000, foi lançada 'Thomas Mann, Uma Biografia', da autoria de Donald Prater. A obra foi escrita com base nos diários do escritor, publicados vinte anos após sua morte. Prater traz informações sobre os pendores homossexuais de Mann. A tendência ao homossexualismo desde cedo se manifestou, com o escritor nutrindo paixões platônicas por rapazes ao longo da vida e tomando duchas frias para 'acorrentar os cachorros escondidos no porão'. Mann faleceu em 1955. |