Comediante da televisão nascido em Itu, São Paulo, alcançou grande popularidade a partir de 1967 com um personagem que afirmava como "em Itu tudo é grande". A cidade conquistou a fama de "Cidade dos Exageros" e fez do turismo uma importante fonte de divisas.
Simplício era contratado do SBT, onde participava do programa "A Praça é Nossa" e cujo personagem, o de um moleque irriquieto, incomodava Carlos Alberto com o bordão: "Ô, homem!"

Francisco Flaviano de Almeida, mais conhecido como Simplício, foi o criador da cidade dos exageros. Nasceu em Itu em 1916. Foi vendedor em armazém da cidade e trabalhou na fábrica de tecidos São Luiz. Chegou a ser músico, atuando como baterista, o que já indicava sua inclinação pela vida artística. Certa vez, um circo passou pela cidade e despertou em Francisco a paixão pelo palco e pela vida artística. Essa paixão foi levada ao extremo. Simplício deixou sua terra natal e partiu junto com os circenses para atuar nos palcos. Na capital paulista, desenvolveu trabalhos humorísticos nas rádios Cultura, com o Clube dos Mentirosos e Piratininga, com o Programa Torre de Babel. Na extinta TV Tupi realizou o primeiro programa de humor da televisão brasileira.

Passou pela emissoras Record, Bandeirantes, Globo, na qual em 1967, começou a fazer o personagem que foi responsável pela divulgação da cidade como "Em Itu tudo é Grande". Voltou a viver em Itu, com sua esposa Helena Maria de Almeida, com quem se casou em 1959 e teve dois filhos, Francisco Alberto e Luiz Eduardo. Simplício faleceu aos 87 anos, em 15 de fevereiro de 2004.
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