Escritora e intelectual francesa nascida em Paris, acompanhou o marido, Jean-Paul Sartre,em seus pensamentos e consequente criação de um movimento filosófico em grande evidência na década de 50. Nascida de pais intelectuais católicos e formada em filosofia em 1929, lecionou em algumas cidades francesas entre 1931 e 1943, tendo lançado neste ano seu primeiro romance, A Convidada. A partir de 1937 e durante os 43 anos seguintes, conviveu com Sartre, até sua morte em 1980. Percorreram o mundo todo e estiveram no Brasil em 1960, durante quase dois meses. Em 1954, ganhou o prêmio Goncourt - o mais importante da França na área literária - com o romance Os Mandarins.
Comentava-se que o único motivo de Marguerite Yourcenar ter sido a primeira mulher admitida na Academia Francesa de Letras é que Simone nem teria levado a sério um convite dessa natureza, tal como Sartre, que recusou o prêmio Nobel de literatura. Durante a viagem do casal para os Estados Unidos em 1947, ela conheceu o escritor Nelson Aldrin em Chicago. Tiveram um caso, e a escritora reproduziu suas cartas de amor em Os Mandarins, deixando o amante furioso e atônito com o pacto que existia entre ela e Sartre.
Sua paixão pelo marido contrastava com seu comportamento feminista, considerada a desencadeadora do movimento com a publicação do livro O Segundo Sexo, em 1949. Esquerdistas ativos, desconsideravam os horrores da ditadura de Stalin e viam em Fidel Castro e sua revolução cubana a solução dos problemas da América Latina. Por décadas, Sartre teve sua opinião respeitada na França e Simone inspirou milhões de mulheres em sua época. Em cerca de 20 livros de sua autoria, destacam-se: Memórias de Uma Moça Bem Comportada (1958 - sua biografia), Sob o Signo da História (1960), Uma Morte Muito Suave (1964), Cerimônia de Adeus (1981) e o ensaio "A Força da Idade". Simone de Beauvoir faleceu aos 78 anos, em 17 de abril de 1986. |