Cantor e compositor carioca, consagrado com a canção Chão de Estrelas, composta em parceria com Orestes Barbosa e considerada o hino das seresta brasileira, com dezenas de regravações. A letra ficou eternizada ao falar dos morros mal vestidos, da lua furando o zinco dos barracos e onde imperavam as cabrochas e o violão. O caboclinho querido, tal como era chamado, chegou em São Paulo em meados da década de 20 e viveu o auge da carreira nos anos 30 e 40. Ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva e Carlos Galhardo, Silvio fez parte de uma geração de intérpretes que pertenceu à era do rádio. Utilizando um violão presenteado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek em 1957, por várias vezes anunciou sua retirada do cenário artístico sem realmente isso acontecer.
O seresteiro do Brasil tinha mais de 500 discos gravados e cerca de cem composições, com quase 70 anos dedicados à música. Silvio mudou-se para uma chácara em Atibaia e lá permaneceu nos últimos quarenta anos de vida. De seu primeiro matrimônio nasceu-lhe Silvia. Seu filho Silvio Caldas Filho, de sua segunda mulher Miriam, faleceu num desastre automobilístico em 1979, quando contava com apenas nove anos de idade. Casado pela terceira vez com Camila, 40 anos mais nova, teve os filhos Roberto e Camila. Entre suas gravações de maior sucesso, se incluem Cabelos Cor de Prata, Jardineira, Serenata do Adeus, As Pastorinhas, Marina e Carinhoso. Caldas faleceu aos 89 anos, em 3 de fevereiro de 1998. |