Atriz de prestígio ao longo da década de 70, participou de mais de 20 telenovelas pela Rede Globo, entre elas, a primeira produção a cores da TV brasileira, O Bem Amado (na pele da personagem Telma). Fez Bambolê, A Corrida do Ouro (1974, personificando Isadora), Escalada (1975) e Memórias de Amor (1979). Destacou-se nos programas Faça Humor, Não Faça a Guerra e Sandra & Mieli, este último em 1976 e formando dupla com Carlos Mieli. Exibindo perseverança e cega determinação em alcançar um status profissional, a atriz participou também de minisséries, peças teatrais e filmes. No II Festival do Cinema Brasileiro do Guarujá, de 1974, foi escolhida a melhor atriz por seu trabalho no filme Sedução, de Fauzi Mansur. Em 1970, participou de Um Whisky Antes, Um Cigarro Depois, em 1972, Cassy Jones, o Magnífico Sedutor, em 1980, Convite ao Prazer.
Sandra casou-se três vezes e tinha um filho adotivo. Falante e sensual, estrelou shows de boate e teatro rebolado, como Plaza Suíte, Aqui, Ó e Alta Tensão, em 1974. Em 1993, quando soube que tinha Aids, reuniu a imprensa em sua casa em Jacarepaguá e tornou pública sua infecção pelo vírus HIV. Garantia ter sido contaminada em uma transfusão de sangue mas, posteriormente, descobriu que manteve relaçoes sexuais com soropositivos. Depois dessa confissão corajosa, Sandra participou de campanhas de prevenção da Aids, mas a carreira, já em declínio, acabou. Ao longo de sete anos na condição de soropositiva, teve apenas uma participação na novela Zazá, ao lado de Fernanda Montenegro.
Neta de imigrantes espanhóis e filha de militar americano e mãe brasileira, Sandra foi preparada desde menina para ser uma grande artista, tendo estreado aos 13 anos como modelo. Fez cursos de balé clássico, moderno e folclórico, teve aulas de violão, piano, acordeão e canto. Ainda criança, frequentava os ensaios teatrais acompanhando o ator Jardel Filho. Além disso, estudou inglês, formou-se professora de francês e diplomou-se secretária estenodatilógrafa em três idiomas. Pouco antes de morrer, afirmou que não deixaria sua imagem de doente ser explorada em público e agradeceu o apoio dos amigos. Sandra Bréa faleceu aos 47 anos, em 4 de maio de 2000. |