Ator de cinema, teatro e televisão, matogrossense de Aquidauana, conquistou a fama nacional ao participar de diversas trabalhos na Rede Globo. Rubens estreou no teatro em 1955, tendo iniciado na vida artística como pianista. Entre outros, destacou-se nos palcos com 'Diário de um Louco', um monólogo que interpretou por cerca de três anos, e 'Artaud, o Arquiteto' e 'O Imperador da Assíria'.
Em 1981, Correa arrancou elogios da crítica ao interpretar o homossexual Molina, ao lado de José de Abreu, em 'O Beijo da Mulher Aranha'. Da mesma forma que William Hurt, que depois viveu o mesmo personagem no cinema, Rubens evitou o maneirismo histérico, os excessos e a caricatura, numa atuação competente. Em 1985, fez 'Esperando Godot', de Samuel Beckett, ao lado de Sérgio Britto e Ítalo Rossi. Sua última participação no teatro foi na peça 'Seria Cômico Se Não Fosse Trágico'.
Despediu-se da televisão ao interpretar o advogado Tavares Branco, na minissérie 'Decadência'. No cinema, Rubens participou da produção de Henfil em 1987, 'Tanga (Deu no New York Times?)', personificando um ditador chamado Herr Walkyria von Mariemblau, uma paródia de Adolf Hitler. O ator tentava conseguir a liberação de 45.000 reais de sua própria conta-corrente bloqueados no Banco Econômico para custear o tratamento da doença a qual acabou vitimando-o. Morreu aos 64 anos, 22 de janeiro de 1996. |