Famosa atriz do cinema norte-americano consagrada no filme Gilda, ao lado de Glenn Ford, em 1946. Jamais haverá uma mulher como Gilda, foi o slogan bombasticamente anunciado pela Columbia no lançamento do filme. Ao cantar Put the Blame on Mame, Boys, tirando suas longas luvas brancas num mini-striptease e com uma inebriante voz rouca (que mais tarde descobriu-se pertencer à cantora Anita Ellis), Rita transformou-se no símbolo do sex-appeal hollywoodiano dos anos 40. Margarita Carmem Cansino nasceu em Nova York, filha de um dançarino espanhol e de uma bailarina finlandesa, tendo estudado canto e dança desde menina e tornado-se dançarina de night-clubs.

De todas as deusas de Hollywood, provavelmente nenhuma tenha sido tão invejada quanto Rita. Tipo de mulher perfeita e voluntariosa, rosto belíssimo e corpo escultural, por quem os homens rivalizavam com paixão selvagem e humildade canina. Principalmente pelos cabelos ruivos, os lábios úmidos e os cabelos voluptuosamente em desalinho. Aos 19 anos, dava seus primeiros passos na vida artística quando decidiu casar-se com o milionário Edward Judson, em 1937. Em 1941, alcançou notável popularidade ao roubar Tyrone Power de Linda Darnell em Sangue e Areia (Blood and Sand). Em 1943, o casal se divorcia e ela se casa com Orson Welles, com quem fez A Dama de Xangai (The Lady from Shanghai) em 1948. Durante a filmagem, dizem os boatos que o maquilador aproximou-se da estrela para retocá-la, afirmando que deveria secar o suor de seu rosto. Orson retrucou: Meu caro, saiba que os cavalos suam, os seres humanos transpiram e Miss Hayworth fulgura.

Para os jovens americanos que voltavam da guerra, Rita não tinha competidoras. Sua foto publicada na capa da revista Life em sensual negligee adornava os acampamentos militares e as carteiras dos pracinhas. Ela recebeu o título de number one back home glamour girl (bela garota número um da volta ao lar, com os dizeres: Sua condescendência em oferecer seu amor, através do cinema, a milhões de soldados solitários e doentes, contribuiu incomensuravelmente para o moral dos combatentes. Um ano após rodar Gilda, em 1947, seu casamento termina e ela vem a conhecer o Príncipe Ali Khan em 1949, filho do Imame Aga Khan, líder espiritual do ismaelismo, um ramo hindu da religião muçulmana. Na ocasião, Aga declararia: Por que não poderia o filho de um deus ir a festas, dirigir automóveis de corrida e casar com Rita Hayworth, se ele assim o quisesse? Após o nascimento de sua segunda filha, Yasmina, essa união se dissolveria, casando-se em seguida com o cantor argentino Dick Haynes. Mais um divórcio e o quinto casamento acontece em 1958, com o produtor James Hill.

Na década de 60, Rita entregou-se à bebida, tentando sem sucesso a carreira no teatro e, depois, na televisão. Em uma viagem aérea de Los Angeles a Londres, em janeiro de 1976, a atriz bebeu e aprontou. Pediu mais bebida. Não foi atendida e disparou todo o seu estoque de palavrões. O incidente foi parar numa delegacia. Pouco antes de começar a sofrer do mal de Alzeimer, Rita afirmou: Poucas vezes fiz filmes que gostaria de ter feito, mas eu era uma atriz escrava dos estúdios, mas sempre atriz. Jamais fui uma invenção de Hollydood. A atriz conservou sua popularidade durante as décadas de 40 e 50, mas Gilda sempre foi uma sombra em sua carreira. Certa vez, quando lhe perguntaram porque casara tantas vezes, respondeu: A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo. O mal da atriz foi atribuído aos excessos praticados com bebidas e remédios para emagrecer e da agitação que marcou sua existência atribulada pela destruição de cinco casamentos, por tentativas paranóicas de voltar às telas e sobretudo pelo alcoolismo. Rita Hayworth faleceu aos 68 anos, em 17 de maio de 1987. 

Filmografia

1935: Charlie Chan no Egito (Charlie Chan in Egypt)
1935: A Nave de Satã (Dante's Inferno)
1936: O Pirata Dançarino (Dancing Pirate)
1936: A Tentadora (Rebellion)
1936: A Astúcia de Nero Wolf (Meet Nero Wolf)
1937: Soberanos da Sela (Hit the Saddle)
1937: Dançamos para Viver (Paid to Dance)
1938: Luzes da Ambição (Who Killed Gail Preston)
1938: Sempre a Mulher (There's Always a Woman)
1938: No Campo Inimigo (The Renegade Ranger)
1939: Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings)
1939: Álibi Nupcial (The Lone Wolf Spy Hunt)
1940: Melodias do Meu Coração (Music in My Heart)
1940: A Protegida do Papai (The Lady in Question)
1940: Anjos da Broadway (Angels over Broadway)
1940: Uma Mulher Original (Susan and God)
1941: Uma Loura com Açúcar (The Strawberry Blondie)
1941: Volta para Mim (Affectionately Yours)
1941: Ao Compasso do Amor (You'll Never Get Rich)
1941: Sangue e Areia (Blood and Sand)
1942: Bonita como Nunca (You Were Never Lovelier)
1942: Minha Namorada Favorita (My Gal Sal)
1942: Seis Destinos (Tales of Manhattan)
1944: Modelos (Cover Girl)
1945: O Coração de uma Cidade (Tonight and Everynight)
1946: Gilda (idem)
1947: Quando os Deuses Amam (Down to Earth)
1948: A Dama de Xangai (The Lady from Shanghai)
1948: Os Amores de Carmem (The Loves of Carmem)
1952: As Neves de Kilimanjaro (The Snows of K)
1952: Uma Viúva em Trinidade (Affair in Trinidad)
1953: A Mulher de Satã (Miss Sadle Thompson)
1953: Salomé (idem)
1957: Meus Dois Carinhos (Pal Joey)
1957: Lábios de Fogo (Fire Down Below)
1958: Vidas Separadas (Separate Tables)
1959: Heróis de Barro (They Came to Cordura)
1959: Drama na Página Um (The Story on Page One)
1962: O Sétimo Mandamento (The Happy Thieves)
1964: O Mundo do Circo (Circus World)
1966: O Dinheiro e a Armadilha (The Money Trap)
1966: O Ópio também é uma Flor  (The Poppy is also a Flower)
1967: O Heróico Lobo do Mar (The Rover)
1969: Os Bastardos (Sons of Satan/I Bastardi)
1972: A Ira Divina (The Wrath of God)
1976: Circle
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Rita Hayworth
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