Famoso ator da televisão brasileira, nascido em Roma, na Itália, tendo chegado ao Brasil em 1950, integrando o elenco de uma companhia de revista e depois de passar dois anos na Argentina, onde iniciou sua carreira artística. Embora tenha trabalhado no teatro, seu maior sucesso foi na televisão, consagrando-se no programa Família Trapo, no papel de Pepino Trapo e ao lado de Renata Fronzi, Ronald Golias e Jô Soares, série produzida entre 1964 e 1968, pela TV Record de São Paulo. Estreou na carreira trabalhando no teatro de revista, tendo permanecido no Brasil por 22 anos e conservando sempre seu acentuado sotaque romano, o qual sempre procurou imprimir às suas interpretações, bem ao estilo do arqui-romano Alberto Sordi, o tipo clássico do ator italiano do pós-guerra. Em 1958, ganhou elogios da crítica ao participar do programa Grandes Atrações, ao lado de Amândio Silva Filho e Válter Viana, pela TV Tupi.
Casado pela terceira vez com a atriz de TV Gióia Stefanini, e pai de cinco filhas, o ator gostava de receber para o almoço aos domingos em sua casa com piscina próxima a Cotia, São Paulo. Zeloni tornou-se célebre no papel de Dom Camilo, personagem do programa com o mesmo nome transmitido pela TV Tupi. Na televisão, participou também de O Conde Zebra, novela das oito, produzida pela Tupi, com Zeloni no papel principal, o do personagem Vespasiano Testardo, um imigrante italiano, feirante humilde que se torna milionário ao ganhar sozinho na Loteria Esportiva. Pela mesma emissora, ele ainda estrelava o Zeloni, Forno & Fogão, exibindo seus dotes culinários com muito sucesso, ao preparar no vídeo os saborosos pratos da cozinha italiana.
Chegou a atuar no cinema, com uma interpretação em um dos últimos filmes da fase áurea da Companhia Vera Cruz, É Proibido Beijar, ao lado de Ziembinski, em 1954; seu desempenho em São Paulo S.A. foi bastante elogiado. Em 1971, fez Lua de Mel e Amendoim, ao lado de Consuelo Leandro e Ruthinéa de Moraes. Entretanto, o ponto alto de sua carreira foi nos palcos, interpretando Egisto Ghiroto na peça de Jorge Andrade, Os Ossos do Barão, em cartaz no TBC durante dois anos. Na edição de 11.05.1957, a Revista do Rádio considerava Zeloni a maior figura da Companhia de Revistas do Teatro Santana. Na sua própria companhia, que ele fundou em 1959, foram montadas as peças Elas Só Usam Baby-Doll, Boa Noite, Betina e diversas outras comédias musicais. Atuou também em Esses Fantasmas, de Eduardo Felipo. Zeloni faleceu aos 52 anos, em 29 de dezembro de 1973. |