Escritor e poeta irlandês, publicou seus primeiros versos aos treze anos de idade. Cursou a Universidade de Oxford, onde diplomou-se “bachelor of arts”. Visitou a Itália e a Grécia, quando então compôs seu famoso poema “Ravenna”, que venceu o prêmio Newdigate. Durante uma excursão pelos Estados Unidos, fez 200 conferências, enquanto seu drama “Vera” era apresentado nos teatros. Fixou-se em Londres, em rica residência de Tite Street, para onde afluiu o mundo literário e artístico da época. Foi autor de comédia e poemas e deixou o romance “O Retrato e Dorian Gray”, muito divulgado em todo o mundo.
Na segunda metade do século passado, Wilde oferecia um visual extravagante. Certa vez, deixou atônita a platéia envergando, entre outras peças, calças corsário, sapatilhas lustrosas e laços nos punhos. No teatro, imitavam sua maneira lânguida de dizer versos empunhando um lírio. O lorde Alfred Douglas foi o maior amor e o grande tormento na vida de Wilde. Por ter assumido abertamente sua 'conduta imprópria', Wilde foi julgado e condenado a dois anos de prisão na Inglaterra vitoriana.
Em certo sentido, foi um mártir da causa gay. Achava-se no apogeu da glória, quando o marquês de Queensberry, pretextando relações homossexuais entre seu filho, o poeta Lorde Alfred Douglas, e o autor de “Salomé”, iniciou o processo que resultou na condenação de Wilde a dois anos de trabalhos forçados, cumpridos no cárcere de Reading. Desalentado, escreveu “A Balada da Prisão de Reading” e “De Profundis”, levando depois uma vida miserável pelos cafés de Paris. Deixou obra vasta que tem sido traduzida para vários idiomas. Wilde veio a falecer em 1900 em Paris, aos 46 anos. |