Integrante da famosa dupla em parceria com Ranchinho, quando chegaram a gravar 30 LPs e 600 discos em 78 rotações em 50 anos de carreira. Ocuparam lugar de destaque na música sertaneja brasileira, significando grande parte do faturamento das gravadoras. Foram importantes atrações no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, bem como nas programações de rádio da época. Em suas paródias e músicas, criticavam o governo de Getulio Vargas e chegaram a incomodar tanto sua polícia que foram várias vezes presos. A dupla participou do primeiro filme falado feito em São Paulo, Fazendo Fita, em 1935, levada por Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado. Fizeram também Tererê Não Resolve, em 1938, Laranja da China e Céu Azul, em 1940.
Sobrinho de Cornélio Pires, quem primeiro gravou música sertaneja, Ariowaldo uniu-se à dupla e lançou no rádio a Trinca do Bom Humor. O trio estreou no disco em 1936, com Itália e Abissínia, uma sátira sobre o conflito entre os dois países. Zombaram da instituição do divórcio em O Divórcio vem Aí e divertiram o público quando na troca da moeda em 1943 com Você Já Viu o Cruzeiro? Em cima do problema de combustível durante a guerra, fizeram Racionamento da Gasolina. Por causa de Liga dos Bichos, tiveram problemas com a censura, que viu na letra uma alusão a Osvaldo Aranha, um dos principais ministros de Getulio. Com História de um Soldado, letra da autoria de Alvarenga, foram detidos pela polícia e levados por Alzira Vargas, filha de Getulio, à presença do presidente para que apresentassem a paródia. Embaraçados, cantaram a música até o fim, cuja letra referia-se a tramitação de um documento pelo exército até chegar às mãos do Presidente da República. Getulio sorriu, afirmou não ver ofensa nos versos e liberou a dupla, desde que não ferissem a moral ou o físico das pessoas.
Entre seus trabalhos, destaca-se também a valsa humorística Drama de Angélica, da autoria de Alvarenga. Em 1956, gravaram para a Odeon os baiões Tá no Papo e Guaratinguetá, ambos de autoria da dupla. Encerraram a carreira de paródias em 1966, com uma gozação com a música de Geraldo Vandré, Disparada. Alvarenga faleceu aos 66 anos, em 18 de janeiro de 1978. |