Romancista espanhol, autor de "Dom Quixote de La Mancha" e "Novelas Exemplares" (1547-1616). Segundo seu conterrâneo, o dramaturgo Fernando Arrabal, Cervantes era gay. Teria descoberto a inclinação ainda na juventude em Madri, onde "seu professor Lopez de Hoyos, que o amava tanto, contribuiu com outros homens para a formação de sua sabedoria e o despertar de sua sensualidade". Essa afirmação consta da biografia "Um Escravo Chamado Cervantes", lançada em 1999. Segundo o livro, Cervantes foi escravizado em Argel, no ano de 1575, e logo se transformou no favorito do rei, que, notoriamente, mantinha um harém masculino. "Cervantes, a Ciganinha, imaginava-se leproso, caído em urtigas e cacos de porcelana ao pé do muro da masculinidade triunfante", relata uma passagem.
Miguel de Cervantes Saavedra escreveu sua famosa obra, Dom Quixote, em duas partes: a primeira em 1605 e a segunda, dez anos depois. Era paupérrimo e perdeu a mão esquerda, em combate. Foi aprisionado pelos piratas argelinos por cinco anos, e vendido como escravo por 500 cruzados. Muitas vezes, como coletor de impostos, devido a erros de cálculo e má contabilidade, foi encarcerado. No cárcere nasceu sua obra imortal. Explorado pelos editores em seu único livro de sucesso, pouco antes de sua morte foi cuidado por padres franciscanos. Hoje é celebrado como o autor de um dos maiores monumentos da sátira mundial. Cervantes morreu totalmente ignorado aos 68 anos, em 1616. |