Intelectual, pensador, filósofo, jornalista e explorador de arquivos francês, famoso pela autoria de uma tese sobre a invasão das estruturas de poder na vida cotidiana do indivíduo. Rejeitando os grandes sistemas filosóficos, o marxismo e a psicanálise, investigou o exercício do poder pelos marginais de várias épocas e países. Estudante da Ecole Normale Superieure de Paris, foi professor das Faculdades de Letras e Ciências Humanas de Clermont-Ferrand, de Tunis e de Paris (Vincennes). Em 1970, nomeado professor do Colégio da França. Ingressou no Partido Comunista Francês por um breve período e, posteriormente, engajou-se na defesa de minorias sexuais, dos presos comuns e dos loucos.

Escreveu 16 livros onde abordava temas sobre os comportamentos sociais marginalizados. Entre suas obras, destacam-se 'A Arqueologia do Saber' (L'Archelogie du Savoir), publicada em 1969, 'Vigiar e Punir' (Surveiler et Punir), de 1975, 'A Vontade de Saber' (La Volonte de Savoir), de 1976, e 'História da Loucura' (L'Histoire de la Folie), onde é mostrada a transformação da medicina, que estendeu o seu poder até segregar os doentes mentais em asilos. Sua biografia foi publicada em 1989 na França e em 1990 no Brasil ('Michel Foucault', de Didier Eribon, e 'Foucault in California', de Simeon Wade).

Em 1993 era lançado 'The Passion of Michel Foucault', da autoria de James Miller e onde ele aborda temas como o uso de drogas pelo filósofo, sua homossexualidade, sua participação em sadomasoquismo e a morte pela Aids. Ele sugere uma espécie de suicídio através do sexo, quando menciona as incursões de Foucault nos banhos gays de São Francisco no outono de 1983, descrevendo-as como uma orgia suicida. Ele morreu aos 57 anos, em 30 de junho de 1984.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Michel Foucault
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