Atriz de sucesso em Hollywood, nascida em Toronto, no Canadá, e conhecida como a namorada da América. Foi a primeira artista a receber mais de um milhão de dólares de remuneração por filme rodado, tendo deixado uma herança avaliada em cerca de 50 milhões de dólares. Em 1919, em companhia de Douglas Fairbanks, Charles Chaplin e David D. Griffith, Mary fundou a United Artists Corporation, ocupando sua vice-presidência entre 1935 e 1937. Foi também uma das fundadoras da Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood. Em 1920, casou-se com Fairbanks e estabeleceram-se em Pickfair, numa suntuosa mansão, onde frequentou a alta sociedade da época até 1936, quando separaram-se. Mary Gladys Smith participou de cerca de 200 filmes, tendo sido contemplada com o Oscar de melhor atriz em 1929 por sua atuação em Coquete, seu primeiro filme falado. Aos cinco anos, iniciava sua carreira nos palcos em The Silver King, tendo seguido com a peça para os Estados Unidos. Após relativo sucesso na Broadway, adotou o sobrenome Pickford, do avô materno e, com o incentivo da mãe, estreou nas telas ainda adolescente, em The Violin Maker of Cremona.

Em 1909, Pickford atuou em The Lonely Villa e, em 1920, no auge da fama, estrelou Pollyanna, um clássico da era do cinema mudo. Em 1929, cansada de ser a namorada da América, Mary cortou seus famosos cachos louros e doou a museus de Los Angeles e San Diego para fazer o personagem de Coquette, algo que lhe fora recomendado como um meio de se desfazer da velha imagem pela amiga e ex-atriz do cinema mudo, Lillian Gish. Imediatamente os fãs começaram a lhe enviar cartas pedindo-lhe que deixasse crescer o cabelo novamente. Mas sua carreira no cinema sonoro não estava indo a lugar nenhum. Primeiro ela fez Coquete, do qual ninguém em Hollywood gostou muito, embora as platéias curiosas pagassem para vê-la em seu primeiro papel falado. Pior ainda foi quando estrelou a primeira versão de A Megera Domada (The Taming of the Shrew, 1929), fazendo par romântico com o marido, Fairbanks. Os críticos odiaram e riram, principalmente dos créditos, onde dizia que o roteiro era de William Shakespeare com diálogos adicionais de Sam Taylor. Na cerimônia do Oscar, iniciando uma longa tradição entre as vencedoras do prêmio de melhor atriz, disse que havia esquecido o discurso.

Embora tenha sido convidada para o papel principal de O Crepúsculo dos Deuses, o diretor Billy Wilder acabou se desentendendo com a atriz quando ela insistiu em mandar reescrever o roteiro para dar maior destaque ao seu personagem. Assim, abandonou as telas em 1933, interrompendo abruptamente uma carreira brilhante aos 40 anos de idade. Justificou-se dizendo que queria conservar na memória dos fãs a terna imagem da mocinha dos caichinhos dourados e olhar ingênuo que conquistara o coração das platéias do cinema. Em 1966, apareceu  em O Homem mais Engraçado do Mundo (The Funniest Man in the World), uma biografia de Chaplin. Em 1976, foi homenageada com um Oscar especial por sua contribuição à indústria cinematográfica. Mary Pickford faleceu aos 86 anos, em 29 de maio de 1979.
Filmografia
1917: Perseverança (A Romance of the Redwoods)
1917: Refreando Tentações/A Intrépida Americana (The Little American)
1966: O Homem mais Engraçado do Mundo (The Funniest Man in the World)
o
A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Mary Pickford
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