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Filmografia 1925: Rua das Lágrimas (Die Freudlose Gasse) 1926: A Moderna Du Barry (Eine Du Barry von Heute) 1926: A Madame Não Quer Filhos (Madame Wunscht Keine Kinder) 1927: O Barão Imaginário (Der Juxbaron) 1928: A Arte do Amor (Prinzessin Olala) 1929: O Favorito das Damas (Ich Kusse Ihre Hand Madame) 1929: Flor de Paixão (Die Frau, Nach Der Man Sich Sehnt) 1929: Homens Sem Lei (Das Schiff Der Verlorenen Menschen) 1929: Noites de Amor (Eine Nacht Der Liebe/ Gefahren Der Brautzeit) 1930: O Anjo Azul (Der Blaue Engel) 1930: Marrocos (Morocco) 1931: Desonrada (The Dishonored) 1932: A Vênus Loira (Blonde Vênus, com Cary Grant) 1932: O Expresso de Xangai (Shanghai Express) 1933: O Cântico dos Cânticos (The Song of Songs) 1934: A Imperatriz Galante (The Scarlet Empress) 1935: Mulher Satânica (The Devil is a Woman) 1936: Desejo (Desire) 1936: Jardim de Alá (Garden of Alah) 1937: O Amor Nasceu do Ódio (Knight Without Armour) 1937: Anjo (Angel) 1939: Atire a Primeira Pedra (Destry Rides Again) 1940: A Pecadora (Seven Sinners) 1941: Paixão Fatal (The Flame of New Orleans) 1941: Aquela Mulher (Manpower) 1942: A Mãe Solteira (The Lady is Willing) 1942: A Indomável (The Spoilers) 1942: Ódio e Paixão (Pittsburgh) 1944: Epopéia da Alegria (Follow the Boys) 1944: Kismet (Oriental Dreams) 1946: Mulher Perversa (Martin Roumagnac) 1947: Cigana Feiticeira (Golden Earrings) 1948: A Mundana (Foreign Affair) 1949: Quebra-Cabeça (Jigsaw) 1950: Pavor nos Bastidores (Stage Fright) 1951: Na Estrada do Céu (No Highway in the Sky) 1952: O Diabo Feito Mulher (Rancho Notorius) 1956: A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days) 1956: Aconteceu em Monte Carlo (The Monte Carlo Story - documentário) 1958: A Marca da Maldade (Touch of Evel) 1958: Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution) 1961: Julgamento em Nuremberg (Judgement at Nuremberg) 1962: A Raposa Negra (The Black Fox – documentário) 1964: Quando Paris Alucina (Paris When if Sizzles) 1979: Apenas um Gigolô (Just a Gigolo) |
Atriz de origem alemã com notável sucesso em Hollywood, dona de um visual exótico, sobrepujou Greta Garbo no páreo da sensualidade européia. Causou sensação e conquistou a fama a partir do filme 'O Anjo Azul' (Der Blaue Engel, dirigido por Josef von Sternberg em 1930), onde ela interpretava o papel de Lola Lola, femme fatale do cabaré Anjo Azul, cantando 'Falling in Love Again' (Ich Bin von Kopf bis Fuss auf Lieber Eingestelt), numa das poses mais sensuais da história do cinema, em que ela aparece sentada de frente para o encosto de uma cadeira. Melhor do que todas as outras artistas do cinema, ela era genial para simular glamour no celulóide. Marlene já era uma explosão na Europa como cantora e atriz antes de chegar a América em 1930 e se transformar em mito arrasador de loirice, personalidade e sedução. Foi apresentada à imprensa numa festa e o interesse máximo já eram as famosas pernas. Estreou no mesmo ano em Marrocos (Morocco), contracenando com Gary Cooper e sob a direção de Sternberg. Na época, o ator chegou a reclamar não entender o que o diretor alemão falava e nem o enredo do filme. |
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| A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão |
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| Marlene Dietrich |
| Astros & Estrelas |
Dona de exuberante beleza e a voz cálida, rouca, inconfundível, a estrela recém-chegada a Hollywood enlouquecia os homens americanos. Lançou também um estilo totalmente novo e sedutor para as socialites da cidade. Ela aparecia em festas com roupas de vanguarda e logo a moda feminina seguiu-a. Entretanto, Marlene não escondia sua antipatia pelos jornalistas, desde que eles noticiaram seus planos sobre sua filha Maria Sieber. Na ocasião de sua chegada aos Estados Unidos, ela não queria que pessoa alguma soubesse que a garota viera em sua companhia, afirmando que ela ficara interna numa escola européia. Mas os repórteres bisbilhotaram e descobriram a verdade. Nas entrevistas, Marlene era de um silêncio glacial quando certas perguntas eram feitas, conservando para si assuntos que os fãs tinham curiosidade em saber. Afirma-se que Dietrich salvou a Paramount da pobreza na era da depressão. Tornou-se cidadã americana quando os nazistas tomaram o poder em seu país e seu nome verdadeiro era Maria Magdalene Dietrich von Losch Sieber (Dietrich, em alemão, significa gazua, chave falsa). Nascida no ducado de Saxe-Weimar, era filha de um militar prussiano. Depois da I Guerra, na qual seu pai pereceu no front germano-russo, sua mãe levou-a para Berlim. Mas a revolução que se seguiu ao colapso das forças alemãs, mandou a família de volta para Weimar, onde Marlene cursou uma escola pública. Em 1921, ela estava de volta em Berlim, para estudar violino. No entanto, um ferimento em seu pulso esquerdo obrigou-a a abandonar a carreira musical. Entrou para a Escola Dramática de Max Reinhardt, adotando já o nome que conduziu-a à fama. Sua estréia deu-se numa ponta em 'A Megera Domada', porém o progresso no palco era lento e demorado. Assim, obteve trabalho no estúdio de cinema da Ufa, onde conheceu o assistente de diretor, Rudolf Sieber, com quem veio a se casar. Depois, voltou ao teatro novamente, onde descobriu-a Josef von Sternberg. Marlene fazia o papel de uma americana da alta sociedade na comédia musical 'Duas Gravatas'. O diretor contratou-a para 'O Anjo Azul' e, em seguida, ela aceitou o convite da Paramount para filmar em Hollywood. A partir daí, começa a história de um triunfo dos mais impressionantes na meca do cinema. Quase não logrou êxito a tentativa de Maximilian Schell produzir um documentário sobre a vida e a carreira da atriz em 1982. Isto porque a atriz, reclusa em seu apartamento parisiense, passou a adotar o método de sua colega Greta Garbo, não atendendo mais o telefone e nem respondendo cartas de quem quer que fosse. O trabalho acabou sendo executado em 1985 e, sob o nome de Marlene, acabou obtendo uma indicação para o Oscar. Alguns anos mais tarde, era lançada sua biografia em livro, 'A Vida de Marlene Dietrich', por Charles Higham. Nele, é mencionado seus romances com Josef von Sternberg, Jean Gabin, Erich Maria Remarque, Ernest Hemingway (que afirmou: se não tivesse mais nada a não ser a voz, apenas com esta despedaçaria qualquer coração), John Wayne, John Gilbert, Gary Cooper, Orson Welles, Brian Aherne, James Stewart, Yul Brynner, Alexandre Fleming (o descobridor da penicilina); o amor platônico de Adolf Hitler; as amizades de Jean Cocteau, Somerset Maugham, Noel Coward, Fritz Lang, Peter Brook, Douglas Fairbanks Jr., Kenneth Tynan, Richard Burton, David Niven e sua última ligação amorosa, Burt Bacharach, 26 anos mais jovem e com quem veio no Rio de Janeiro em 1959, para se apresentar no Golden Room do Copacabana Palace. Em 1967, sofreu um golpe ao tomar conhecimento do casamento de Burt com Angie Dickinson, também famosa em Hollywood por suas pernas perfeitas. Marlene morreu aos 90 anos, em 9 de maio de 1992. |