Jornalista e escritora, Marisa trabalhou na Rede Globo e foi cronista dos jornais Última Hora e Diário Popular. Além de repórter de telejornais, ela atuou na novela "Pigmaleão 70". Marisa começou na televisão como jurada do programa Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi. Só depois que a empresa de comunicação faliu é que a jornalista foi para a Globo, onde trabalhou por dezoito anos.
Ela namorou, nos anos 80, o cirurgião plástico Hosmany Ramos, condenado a 21 anos de prisão por seqüestro, assassinato e tráfico de drogas. Um dia, Marisa apaixonou-se por Hosmany - um criminoso condenado e que até hoje cumpre pena. Desse romance, além da peregrinação pelas vizinhanças dos presídios que guardava o amado (Carandiru, entre outros), ficou o livro "Amor Bandido". O primeiro de uma série de oito obras de sua autoria, o romance conta a sua versão da convivência que teve com o cirurgião plástico Hosmany Ramos, preso, seis meses depois de conhecê-la, por tráfico de drogas, assassinato, roubo e contrabando. Ele ainda cumpre pena na penitenciária de Araraquara.
Marisa Raja Gabaglia sempre foi uma mulher à frente de seu tempo. Profissionalmente, introduziu no jornalismo brasileiro a entrevista em primeira pessoa, quando esteve no jornal O Globo. Depois do envolvimento com o cirurgião plástico, Marisa foi gradativamente abandonando e se desencantando com o jornalismo. Morreu em 13 de janeiro de 2003 aos 61 anos. |