Cantora paulista de grande popularidade no Rio de Janeiro, conquistou a fama nacional ao tornar-se a Rainha do Rádio em 1937. O concurso foi promovido no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco que ficava atracado na Esplanada do Castelo. Linda elegeu-se novamente pelos onze anos seguintes e, em 1948, a Associação Brasileira de Rádio reorganiza o concurso e a cantora Dircinha Batista, sua irmã, torna-se a nova Rainha do Rádio. Florinda Grandino de Oliveira Batista foi considerada um dos  mitos da história da música brasileira, tendo como um de seus maiores admiradores o Presidente Getulio Vargas, para quem chegou a se apresentar no Palácio das Laranjeiras. Seu primeiro disco aconteceu em 1937, pela Odeon, onde foi levada pela irmã, Dircinha, e pelo pai. Gravou Renda Nova, um samba de Gomes Filho, que alcançou 2.000 cópias vendidas.

Ao transferir-se para a RCA Vitor, Linda obteve maiores oportunidades. Fez sucesso em 1939 com Exaltação à Bahia e consagrou-se com Risque, de Ary Barroso, Vingança, de Lupicínio Rodrigues, e Nega Maluca. Ao lado da irmã, participou do filme Alo, Alo Carnaval!, de 1936, onde cantaram Muito Riso e Pouco Siso e Pirata da Areia. Em 1937, fez Maridinho de Luxo, ao lado de Rodolfo Mayer. Em 1938, com a irmã novamente, estrelou Banana da Terra. Em 1940, estrelou Céu Azul, ao lado de Virginia Lane.

Na edição de 22.12.56, a Revista do Rádio registrava com fotos a temporada de Linda na Argentina, onde se apresentara por dois meses no rádio, televisão e no Teatro Nacional, afirmando que fora recebida com carinho pelos portenhos e obtera significativo êxito. Seu último grande show foi em 1984, no Rio, Vozes do Brasil, ao lado de outros nomes famosos de sua época, como Marlene, Emilinha Borba, Luiz Gonzaga e Orquestra Tabajara. Na década de 30, ganhava 500 mil réis na Rádio Nacional, e no ano seguinte passava a oito mil contos, o mesmo salário de Francisco Alves. Viveu intensamente o auge da carreira, se apresentando em cassinos e buates. Boêmia determinada, colecionava carros de luxo, adorava tomar champanha e só se casou uma vez, apesar de diversos casos amorosos. A partir do início da década de 60, ela e a irmã, começaram a ser menos procuradas para shows. A revolta de Dircinha foi tão grande que prometeu nunca mais cantar.

Pressionadas pelas dívidas, venderam parte de suas propriedades, jóias e carros, passando a viver quase exclusivamente de suas aposentadorias. Bebiam muito e tumultuavam o prédio onde moravam, no Rio. Passaram os últimos anos da vida doentes, sozinhas e esquecidas. Linda, Dircinha e Odete Batista, que um dia foram chamadas por Getulio de patrimônio artístico nacional, ficaram enclausuradas no apartamento da rua Barata Ribeiro. Faziam muito barulho, agrediam os vizinhos e transformaram-se em manchetes de jornal em 1986. Linda Batista faleceu aos 69 anos, em 18 de abril de 1988.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Linda Batista
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