Ator da Rede Globo, tornou-se extremamente popular a partir de 1978 por sua participação na novela 'Dancin? Days', escrita por Gilberto Braga e ao lado de Sônia Braga e Antonio Fagundes. Estreou em 'Ciranda, Cirandinha' em 1977 e depois se seguiram: 'Os Gigantes' (1979), 'Marina' (1980), 'Baila Comigo' (1981), 'Elas por Elas' (1982), 'Corpo a Corpo' (1984), 'Direito de Amar' (1987) e, sua última interpretação, no papel de um imigrante português, em 'Vida Nova' (1988). Em 1986, ele interpretou um aprendiz de gigolô, Mariano, criado num bordel, na minissérie 'Memórias de um Gigolô', o segundo papel masculino (o primeiro coube a Ney Latorraca). Na época, a crítica afirmou que Lauro Corona, que vinha de papéis de rapaz bonzinho, não deixava de compor um Mariano ao mesmo tempo malicioso e de uma ingenuidade simpática. O ator foi também modelo de publicidade, trabalhou em teatro infantil e participou dos filmes 'O Sonho nâo Acabou', com Lucélia Santos, em 1981, e 'Bete Balanço', ao lado de Débora Bloch, Cazuza e Diogo Vilela, em 1984.
Olhos azuis, dentes perfeitos, Corona era o tipo ideal para viver os galãs das novelas, apesar de seus 1,63 metro de altura. Foi esse espaço que ele começou a conquistar quando, para ajudar um amigo autor de teatro, substituiu o cantor Ronaldo Resedá no musical infantil 'Senhor Sol, Dona Lua'. Foi o suficiente para ser convidado por Ziembinsky para atuar no piloto da série 'Ciranda, Cirandinha', abandonar um curso de comunicações e se candidatar a um papel em 'Dancin?Days'. Como o Beto da novela de Gilberto Braga, que tinha a cabeça feita por Lídia Brondi, Corona chegou aos posters das revistas especializadas em TV e a convites para animar bailes de debutantes no interior. Morando com os pais num apartamento tipicamente de classe média, em Copacabana, Corona chegou ao auge da fama nessa época. De fato, na novela 'Água Viva', a órfã Maria Helena, vivida por Isabela Garcia, tinha Lauro Corona como galã favorito. Lauro morreu aos 32 anos, em 20 de julho de 1989. |