Dançarina, cantora e atriz negra norte-americana naturalizada francesa, foi chamada a deusa de ébano. Nasceu em Saint Louis e desembarcou em Paris no ano de 1925, iniciando a carreira com sucesso no Teatro Champs Ellysees ao se apresentar na revista Blackbird (Revista Negra) em trajes sumários. A atração eram os bailados exóticos e os negros zulús que emocionavam a platéia feminina. Desbocada e sexy, ela estrelava no Folies Bergeres e no Casino de Paris em 1930, conquistando a fama internacional logo em seguida.
Mulheres belíssimas, cenários suntuosos, cores extravagantes, bailados, mágicos, acrobacias - assim era o music hall, o máximo em entretenimento desde o começo do século, onde franceses e turistas se encontravam todas as noites no Moulin Rouge, Folies Bergeres e Casino de Paris. O mais cintilante nome de sua história seria o de Josephine Baker. Por mais de 30 anos, ela reinou na cidade-luz como a estrela absoluta de shows extravagantes, sensuais, quase hipnóticos. O music-hall já era, a esta altura, uma versão bem mais descontraída, em comparação com os espetáculos do fim do século anterior.
A participação de Josephine na Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial e sua luta contra o racismo valeram-lhe as duas mais altas condecorações da França, a Cruz de Guerra e a Legião de Honra. A partir de 1950, começou a adotar crianças órfãs durante suas turnês pelo mundo, passando a criá-las em seu castelo, Les Milandes, nas vizinhanças de Paris. Foi então que começou a programar diversos shows beneficentes para conseguir manter seu sustento. Josephine Baker faleceu aos 68 anos, em 12 de abril de 1975. |