Jornalista de grande evidência na década de 70, quando as figuras de destaque da alta sociedade eram mencionadas em sua coluna social editada pela Folha de São Paulo. O repórter Zé, como se denominava, foi membro da Academia Paulista de Letras, tendo convivido com o mundo da literatura e do colunismo social durante os 54 anos de vivência em São Paulo. Natural de Pernambuco, onde estudou direito e sofreu toda a repressão da ditadura do período de Getulio Vargas, tendo chegado a ser membro ativo da juventude comunista. Chegou em São Paulo com uma carta de apresentação em 1938 e tornou-se repórter policial do Diário da Noite, dedicando-se à poesia nas horas vagas do jornalismo.
Seu best-seller aconteceu com a ajuda do colunismo social, Boas Maneiras e Outras Maneiras, e orgulhava-se de ter escrito O Nojo (1946) antes de La Nausee de Sartre ter sido publicado no Brasil. Poeta e escritor, durante várias décadas manteve-se fiel à rotina diária de vida, assistindo à missa e comungando diariamente na igreja de Santa Terezinha e, de lá, seguindo para o quarto andar da Folha de São Paulo nas primeiras horas da manhã. Foi demitido sem causa aparente, após 40 anos de serviços. Tavares de Miranda foi quem lançou a moda do blazer clássico sobre jeans e, em sua bibliografia se incluem seis livros de poesia, dois romances e o mencionado guia de etiqueta. O jornalista faleceu aos 75 anos, em 20 de agosto de 1992. |