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Filmografia 1961: Vidas Secas 1965: A Hora e a Vez de Augusto Matraga 1969: O Profeta da Fome 1971: A Guerra dos Pelados 1974: O Amuleto de Ogum 1974: O Trote dos Sádicos 1974: As Cangaceiras Eróticas 1974: Sagarana: O Duelo 1974: Exorcismo Negro 1974: O Jeca Macumbeiro 1974: A Noiva da Noite 1975: O Predileto 1975: Guerra Conjugal 1976: Fogo Morto 1977: O Menino da Porteira 1977: O Crime do Zé Bigorna 1977: Morte e Vida Severina 1977: A Tenda dos Milagres 1977: O Jogo da Vida 1977: Quem Matou Pacífico? 1977: Cordão de Ouro 1978: Chuvas de Verão 1979: Coronel Delmiro Gouveia 1979: Bye Bye Brasil 1979: O Bom Burguês 1979: O Guarani 1980: O Caçador de Esmeraldas 1980: Amor e Traição 1983: Águia na Cabeça 1984: O Filho Adotivo 1984: Quilombo 1984: Memórias do Cárcere 1984: Os Trapalhões e o Mágico de Orós 1986: Por Incrível que Pareça 1989: Dias Melhores Virão 1994: A Terceira Margem do Rio 1996: Baile Perfumado 1997: O Cangaceiro |
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| A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão |
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| Jofre Soares |
| Astros & Estrelas |
Artista nascido na cidade alagoana de Palmeira dos Índios, chegou a participar de 85 filmes nacionais e tornou-se um dos símbolos do cinema novo. Antes, foi oficial da Marinha por 25 anos em sua cidade natal. Sem formação de ator, sua carreira artística começou em 1961, aos 43 anos. Soares já tinha se aposentado como marinheiro e se dedicava ao teatro amador e ao circo da cidade, no qual era um palhaço, quando o cineasta Nélson Pereira dos Santos o conheceu e o convidou para fazer o filme Vidas secas, a bem-sucedida versão do romance de Graciliano Ramos para as telas. Ele costumava dizer que Nélson Pereira o reconduziu à vida ao incorporá-lo ao elenco do filme. Soares logo despertou a atenção da crítica, trabalhando com diretores como Glauber Rocha e Cacá Diegues, entre outros. Espontâneo e instintivo, seu tipo físico de nordestino se ajustava ao perfil cênico do homem do interior, simples, meio rude, meio fechado, pobre e digno ou, também, rico e cruel. Em ambas as composições, Soares costumava se sair bem e valorizava seus personagens. Na televisão, participou de diversas telenovelas, entre elas, BetoRockfeller, Renascer, O Todo Poderoso (Bandeirantes, 1979) Paraíso, escrita por Benedito Ruy Barbosa para a Rede Globo. Com seu jeito calmo, de fala arrastada, viveu o papel de Antero Godói, contracenando ao lado de Eloísa Mafalda. Soares sentia-se perfeitamente à vontade, numa caracterização que parecia inerente à sua própria pessoa. Sua última atuação foi em As Pupilas do Senhor Reitor, pelo SBT. Nos palcos, trabalhou ao lado de Sandra Pêra na comédia teatral A Feira do Adultério, de Jô Soares e montada no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em São Paulo. Fez também Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho. Nos últimos meses, Soares se dedicava à peça Memórias de um Sargento de Milícias, em cartaz no Teatro e Cine Café Jofre Soares, inaugurado em sua homenagem quatro meses antes de sua morte, em São Paulo. Sua última participação no cinema foi em O cangaceiro, de Anibal Massaini, onde fazia o papel de um sertanejo. Soares faleceu aos 77 anos, em 19 de agosto de 1996. |