Cantor e comediante, nascido na cidade mineira de Caxambu, considerado um dos maiores showmen do Brasil. Venceu um concurso de calouros com 11 anos, em sua cidade, cujo juiz era Cesar Ladeira. Trabalhou no Laboratório Silva Araújo e foi vendedor de passagens da Panair. Estreou na carreira artística acompanhando a orquestra do Copacabana Palace. Caribé achava sua voz parecida com a de Jean Sablon e trouxe Vitor Costa para ouví-lo. Foi imediatamente contratado pela Rádio Nacional. Tinha apenas 18 anos na época e dois de seus irmãos já trabalhavam na mesma emissora. Ivon começou cantando 'La Vie em Rose' e 'Pigalle' e, ao gravá-las, estourou nas paradas de sucesso. Na realidade, sua primeira gravação havia sido 'O Adeus', de Dorival Caymmi, que não obteve êxito comercial. Em 1948, Ivon era o astro do programa 'Ritmos da Panair', da Nacional. Na década de 50, foi eleito O Rei do Rádio e teve cinco de seus discos entre os dez mais vendidos do país, entre eles, 'Me Leva' (com Carmelia Alves), 'Farinhada', 'João Bobo', 'Feijão', 'Ta Fartando Coisa em Mim', 'Amendoim Torradinho' e 'Xote das Meninas'. E m 1951, Watson Macedo levou-o para a Atlântida, onde participou dos filmes da fase áurea das chanchadas e transformou-se num popular humorista de rádio, cinema e televisão. Ivon gostava de cantar fazendo trejeitos e criou um estilo todo pessoal, que ficava entre o irreverente e o bem-comportado. Embora lançado como cantor galã, de voz pastosa, Ivon participou da comédia 'Aviso aos Navegantes' em 1951. Como o personagem era um tipo nobre, meio maneiroso, o público começou a fazer analogias, achando-o muito delicado. As fãs chegaram a escrever: 'Sendo como você é, você não deveria ter aparecido no cinema, pois acabaram-se os meus sonhos'. Ivon chegou a sofrer um arranhão em sua carreira, com as gravações despencando nas vendas e contratos cancelados. Decidiu, então, encerrar a fase romântica e levou para o palco a imagem de homem alegre e piadista, lançando as cançonetas, mais interpretativas. Atuou também nos filmes 'É Fogo na Roupa', ao lado de Ankito e Adelaide Chiozzo, em 1952, 'Garotas e Sambas' , 'Adorável Inimigo? e 'Assim era a Atlântida' em 1975. Em meados dos anos 60, teve início o movimento da Jovem Guarda e Ivon permaneceu nove anos sem conseguir gravar. Transformou-se em empresário da noite carioca, ao abrir o Sambão e Sinhá, restaurante-boate idealizado por ele e que tornou-se casa conceituada, onde frequentavam presidentes da República, ministros e embaixadores. Vendeu tudo em 1984 e passou a dedicar-se novamente à carreira artística. Fez 16 temporadas em Portugal, todas com estrondoso sucesso. Os ingressos precisavam ser adquiridos com cinco dias de antecedência. Falava fluentemente francês, inglês e espanhol e conheceu a Ásia, África, Europa e Américas. Famoso na 'Escolinha do Professor Raimundo' com o personagem Galdêncio, o gaúcho da fronteira, sem a cabeleira característica. Sua peruca ficou tão popular que inspirou Renato Aragão no bordão 'pelas perucas do Ivon Cury'. Na Rede Globo, ele também partipou da novela “Feijão Maravilha”, em 1979, interpretando o “Seu” Rachid. Em 35 anos de carreira, lançou seu 27º disco em 1994, 'Douce France', interpretando clássicos franceses. Casado com Ivone Cury, deixou três filhos, Ivna, Ivana e Ivan. Morreu aos 67 anos, em 24 de junho de 1995. |
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Filmografia 1948: É Com Esse que Eu Vou 1951: Aí Vem o Barão 1951: Aviso aos Navegantes 1952: Barnabé, Tu És Meu 1952: É Fogo na Roupa 1954: O Petróleo é Nosso 1955: Guerra ao Samba 1956: Depois Eu Conto 1956: Sai de Baixo 1956: Vamos com Calma 1957: Com Jeito Vai 1957: Garotas e Samba 1957: Maluco por Mulher 1958: Alegria de Viver 1959: Garota Enxuta 1960: Tudo Legal 1967: A Espiã Que Entrou em Fria 1975: Assim Era a Atlântida 1986: O Escorpião Escarlate 1986: As Sete Vampiras |
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