Colunista social de grande popularidade durante a década de 70, nascido no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, tornou-se um dos homens mais influentes, invejados e injuriados do país. Filho de imigrantes pobres, criou-se na Tijuca e em Vila Izabel, e viveu muitos anos em quartos de pensão em Copacabana. Estudou em escola pública, fez o ginásio e, aos 17 anos, foi trabalhar numa loja. Como nunca conseguia chegar na hora, abandonou o emprego. Tornou-se repórter fotográfico em 1946, fazendo plantão nas redações das sete da noite às sete da manhã. Trabalhou com Joel Silveira na revista Diretrizes. Começou a conhecer gente, frequentar festas e a piscina do Copacabana Palace. De pequenas notícias na seção Vozes da Cidade, na recém-criada Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, passou a fazer a coluna Zum-Zum, na Vanguarda. Ganhava destaque e prestígio. Iniciou no colunismo social, contratado pela revista Manchete e depois no jornal O Globo.
Copiando o estilo dos colunistas americanos, Ibrahim começou a publicar pequena notas políticas, comentários sobre gente da alta sociedade e conselhos de etiqueta. A fórmula tornou-se sucesso e permanece até hoje. Dono de um estilo leve, direto e, por vezes, irônico, criou expressões como em sociedade, tudo se sabe, ademã, que eu vou em frente, cavalo não desce escada, os cães ladram e a caravana passa, de leve e sorry, periferia. Sua coluna passou a ser lida por todas as camadas sociais a partir dos anos 50 e ele convivia com personalidades famosas no Brasil e no exterior. Em 1958, depois de seu casamento que tornou-se um dos maiores acontecimentos do ano, o jornalista passou a manter um programa exclusivo pela TV Rio, o Ibrahim Sued e Gente Bem, com entrevistas, reportagens filmadas e comentários sobre a sociedade.
Em junho de 1983, comemorando os 30 anos de existência de sua coluna, Ibrahim encantou os cariocas com uma recepção mais uma vez no Copacabana Palace, onde compareceram Marta Rocha, Roberto Marinho, Emílio Médici, Dulce Figueiredo e uma avalanche de 1500 convidados que consumiram, entre outros, 600 garrafas de champanha, 300 litros de vinho tinto francês, 120 quilos de camarão, 60 de lagosta, 10 de foie-gras, 210 patos e uma enorme variedade de frutas e saladas. Entre fogos de artifício e passistas de escolas de samba de desfilaram no calçadão da Avenida Atlântica, um batalhão de 535 pessoas encarregava-se de movimentar os mecanismos da grandiosa festa. Ainda na década de 80, foi a figura principal de um casamento - o de sua filha Isabel Cristina - considerado como um dos maiores acontecimentos sociais da época, com quatro mil convidados. Em 1993, Ibrahim deixou o jornalismo diário e passou a publicar uma coluna dominical no jornal O Globo. O jornalista faleceu aos 72 anos, em 1º de outubro de 1995.
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Ibrahim Sued
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