A
triz de origem sueca com grande prestígio em Hollywood a partir da década de 30, por sua personalidade magnética e brilhantes interpretações. Consagrou-se ao participar de 'Rainha Cristina' (Queen Christina, 1933), onde contracenou com John Gilbert em ardentes cenas de amor. Greta Gustaffsson já era sucesso em sua terra natal quando foi para os Estados Unidos em 1920, participando de 27 filmes ao longo de uma carreira de 20 anos, iniciada no cinema mudo. Seu primeiro filme falado, 'Ana Christie' (de 1930, indicada para o Oscar de melhor atriz), anunciava nos letreiros: 'Garbo fala!' O cinema sonoro poderia tê-la destruído se ela não tivesse escolhido papéis onde o sotaque sueco fosse uma vantagem.

Em 1941, aos 36 anos de idade, Garbo abandonou as luzes dos estúdios e encerrou sua carreira nas telas em pleno apogeu, transformando-se numa mulher misteriosa e calada. Jamais permitiu ser fotografada a partir desse ano, afirmando que preferia que seus fãs conservassem na memória sua imagem enquanto jovem. Nunca se casou. Seu apelidos foram muitos. Desde que se tornou Garbo (fada, em norueguês), que lhe foi sugerido por uma jovem atriz de Estocolmo antes de ficar famosa, designaram-lhe a divina, por seu perfil clássico e nostálgico que fascinava as platéias. Depois, classificaram-na como dama mitológica, o rosto de nosso século ao fazer filmes tidos como escandalosos para a época, transformando-se na mulher fatal e soberba.

Avessa aos louros da fama, Garbo jamais utilizava um táxi, um ônibus ou um avião de passageiros enquanto contratada da MGM, em Hollywood. Não comia em seu restaurante, onde todos os outros atores apareciam, não respondia carta de fã e nem aceitava presentes. Dizia-se que todos eles eram devolvidos. A partir de seu abandono do cinema, envolvendo-se num clima de mistério constante, a atriz adotou pseudônimos como Harriet Brown e Miss Swanson.

Sua frase mais famosa, 'I want to be alone' (quero ficar só), foi ouvida no filme 'Grand Hotel', Oscar de 1932. Significou sua determinação pelo silêncio, abrindo apenas duas exceções: a primeira, em 1973, quando Cecil Beaton escreveu um livro narrando seu relacionamento com o mito. A segunda, em homenagem aos seus 80 anos, concedeu uma entrevista a Sven Broman, sem que ele portasse gravador ou máquina fotográfica. Entretanto, nem antes e muito menos nessas duas ocasiões, jamais mencionou seus romances, apesar dos boatos a respeito do próprio Beaton, o diretor Mauritz Stiller, o maestro Leopold Stokowski, o empresário Geoge Schler e o ator John Gilbert, com quem contracenou em diversos filmes e, afirma-se, viveu um tórrido caso de amor.

Entretanto, nem sempre foram flores na vida da grande estrela do cinema. Quando ela desembarcou em Nova York, a caminho de Hollywood, em 1920, ouviram-se críticas como essa: 'seus sapatos tem saltos incríveis, suas meias são de uma vulgaridade nunca vista e seus pés se parecem com os de um andarilho'. Em curto espaço de tempo, Greta Garbo assumiu o papel que lhe estava reservado, conquistando um notável sucesso que poucas mulheres do cinema conseguiram. Sua biografia foi lançada em 1990, 'A Divina Garbo', de Frederick Sands. A atriz morreu aos 84 anos, em 15 de abril de 1990.

Filmografia

1924: A Lenda de Gosta Berling (The Story of G.B.)
1927: A Carne e o Diabo (Flesh and the Devil) 
1928: Madame Walesca (The Mysterious Lady) 
1928: Mulher de Brio (A Woman of Affairs) 
1929: O Beijo (The Kiss)
1930: Ana Christie (idem)
1932: Mata-Hari (idem) 
1932: Grande Hotel (Grand Hotel) 
1933: Rainha Cristina (Queen Christina) 
1934: O Véu Pintado (The Painted Veil)
1935: Ana Karenina 
1936: A Dama das Camélias (Camille) 
1939: Ninotchka
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Greta Grabo
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