Cantor espanhol de nascimento, da região basca, considerado o rei do bolero. Mudou-se ainda criança, com a família, para a Argentina, tendo começado sua carreira de intérprete com mais de 30 anos. Estudou canto, foi contratado de emissoras de rádio e fez três filmes em Buenos Aires. Apresentou-se pela primeira vez no Brasil em 1941 e em 1944 nos cassinos Atlântico e Quitandinha. A partir de 1962, fixou residência no Rio de Janeiro, tal o sucesso que seus boleros alcançaram no país. De fato, esse ritmo fez séria concorrência ao tango na Argentina e ao samba no Brasil, até o aparecimento da bossa nova.

Em 1952, a imprensa anunciava que o cantor estava cego, noticiada por um empresário, Felicio Contreras. A consternação foi geral. Gregório Barrios Villabriga teve que ir ao Rio e mostrar que enxergava muito bem, acusando o empresário de desonesto e mentiroso, com a única finalidade de prejudicá-lo. Barrios gravou cerca de 500 canções em 125 discos de 78 rotações e 43 LPs. Abandonou a carreira para se dedicar a uma fábrica de calçados em Ribeirão Preto, onde aplicou a fortuna obtida com gravações e apresentações em cassinos e no rádio.

Fracassado como empresário, voltou a cantar, dessa vez acompanhado por sua própria orquestra, a Tropical Brazilian Band. Curiosamente, não era boêmio, saía de casa à noite para cumprir seus compromissos com o show business, não punha uma gota de álcool na boca, e depois, casado pela segunda vez com uma brasileira, voltava para o recesso do lar. Entre suas canções de grande êxito comercial, destacam-se Diez Minutos Mas, Sé Mui Bién que Vendrás, Besame Mucho, Quizas, Quizas, Acerca-te Mas, Recuerdos de Ipacarai, Que Murmurem, Vereda Tropical e Dos Almas. Gregório Barrios faleceu aos 67 anos, em 17 de dezembro de 1978. 
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Gregório Barrios
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