Artista de Hollywood nascida em Filadélfia, Pensilvânia, consagrada nas telas por sua atuação em Amar é Sofrer (The Country Girl), ao lado de Bing Crosby e que rendeu-lhe o Oscar de melhor atriz em 1954. De extraordinária beleza, charme e clássica elegância, abandonou a promissora carreira artística de seis anos e onze filmes para casar-se com o Príncipe Rainier Grimaldi, de Mônaco, em 1956. Contrariando as previsões da alta sociedade européia, foi feliz no casamento e sempre permaneceu à altura do título que lhe fora outorgado. Nas cerimônias nupciais compareceram 1100 convidados e 1600 jornalistas. Aristóteles Onassis providenciou para que 15000 cravos fossem lançados de um avião sobre o iate de Rainier. A imprensa referiu-se ao acontecimento como um romance de conto de fadas. Grace Patricia Kelly criou os filhos, dedicou-se a obras de caridade, apoiou um movimento de amamentação e reconstruiu um hospital em Monte Carlo que leva o seu nome e no qual morreu. Dada a sua flagrante frieza de maneiras, Brigite Bardot chamou-a de L'Altesse Frigidaire (Sua Majestade Geladeira). Em seu funeral estavam presentes Nancy Reagan, Cary Grant, Lady Di, Barbara, esposa de Sinatra, Príncipe Bertil da Suécia, Princesa Benedikta da Dinamarca e as nobrezas da Espanha, de Luxemburgo, da Romênia, da Grécia e da França.
Segundo o livro Grace Kelly: As Vidas Secretas da Princesa, da autoria de James Spada e lançado no Brasil em 1988, o Príncipe Rainier fez um bom negócio ao casar-se com Grace Kelly: primeiro, embolsou dois milhões de dólares, entregues a título de dote pelo pai da atriz; segundo, conseguiu o mais eficiente chamariz de turistas e, portanto, de dinheiro, para Mônaco, num momento em que o orçamento do principado encontrava-se extremamente combalido, apontando para uma falência iminente. Rainier teria ouvido de Onassis para que se casasse com uma atriz famosa para chamar a atenção do mundo para Mônaco, o que efetivamente aconteceu após o casamento. Para a família Kelly, novos-ricos fascinados com o sangue azul, o título de nobreza foi uma grande vantagem, a união representava uma oportunidade inestimável de ascensão social. Além disso, o casamento foi uma forma de sossegar os ânimos de Grace, que tinha um apetite considerável por conquistas amorosas. Amparado por depoimentos que o tornam verossímil, o livro afirma que a atriz fez exames médicos que comprovassem sua fertilidade, condição imposta pelo príncipe para que o casamento se realizasse.
Como nos filmes de seu amigo Hitchcock, a morte de Grace Kelly foi cercada de mistérios que o principado recusou-se a esclarecer, se limitando apenas a declarar que a Princesa de Mônaco fora acometida de um derrame cerebral enquanto dirigia seu Land-Rover numa acidentada estrada de seu pequeno país, ocasionando-lhe o acidente fatal. Grace Kelly será sempre lembrada como a preferida do diretor Alfred Hitchcock, que com ela fez Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1954), Janela Indiscreta (Rear Window, 1954) e Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955). A atriz faleceu aos 52 anos, em 14 de setembro de 1982.
Filmografia
1951: Horas Intermináveis (Fourteen Hours)
1952: Matar ou Morrer (High Noon)
1953: Mogambo (idem)
1954: Amar é Sofrer (The Country Girl)
1954: Disque M Para Matar (Dial M for Murder)
1954: Janela Indiscreta (Rear Window) 
1954: Tentação Verde (Green Fire)
1955: Ladrão de Casaca (To Catch a Thief)
1955: As Pontes de Toko-Ri (The Bridges at Toko-Ri)
1956: Alta Sociedade (High Society)
1956: O Cisne (The Swan)
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Grace Kelly
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