Importante cineasta brasileiro, nascido em Vitória da Conquista, Bahia, um dos fundadores do cinema novo e laureado com o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes com o filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, em 1969. De prestígio a partir de 1964 com Deus e o Diabo na Terra do Sol, fez também Barravento em 1961, Terra em Transe em 1967, e A Idade da Terra, seu último trabalho no cinema, em 1980. Considerado inovador, chegou a produzir 15 filmes, uma peça de teatro e escreveu três livros, entre eles, Revisão Crítica do Cinema Nacional e Revolução do Cinema Novo, este último lançado em maio de 1981. Por apoiar na época a política de abertura do Presidente Ernesto Geisel, Glauber foi censurado pela imprensa retrógrada. Aqui e no estrangeiro, seus filmes e suas opiniões perturbavam e encantavam os críticos e espectadores. Quando Terra em Transe foi interditado no Brasil em 1967, Yves Montand, Simone Signoret, François Truffaut e Jean-Luc Godard assinaram um manifesto contra a decisão da censura. Um crítico carioca afirmou que o filme não representava o atual estágio de evolução do cinema brasileiro e, uma semana depois, ele arrebatava dois prêmios em Cannes. Glauber estudou Direito no Colégio da Bahia, trabalhou como jornalista no Momento, um jornal integralista, no Jornal da Bahia e começou a publicar ensaios polêmicos no suplemento dominical do Jornal do Brasil em 1960. Famoso por seu slogan: Uma idéia na cabeça e uma câmara na mão, Glauber tinha como filosofia filmar barato idéias ricas e logo partiu para a organização de sua poderosa obra. Em 1959, com o dinheiro da venda de três vacas que ganhara do avô, Glauber comprou sua primeira câmara, uma modesta Arriflex, que logo tornou-se o centro da atenção de seus colegas aspirantes a cineasta. Nos anos 60, sem medo de errar, ele rompeu com a narrativa convencional para inaugurar um cinema político, crítico e militante. Inspirados pela direção de Nelson Pereira dos Santos em Rio, 40 Graus (1955), Glauber e outros cineastas deram origem ao cinema novo. A exemplo de Nelson, que mostrou o Rio dos miseráveis e marginais em seu filme, a idéia do movimento que surgia era denunciar a realidade social brasileira. Mas o intento de chegar às camadas populares foi malogrado porque os filmes não agradavam às platéias e a censura muitas vezes impedia as exibições. Embora reverenciados pela crítica internacional, eram fracassos de bilheteria no Brasil. A linguagem agressiva e realista assustava quem estava acostumado às chanchadas da Atlântida e às comédias de Mazzaropi. Após o golpe militar, as coisas ficaram ainda mais difíceis para o movimento e, com a morte de Glauber, o cinema verdadeiramente autoral dava seus últimos suspiros. Para a família do cineasta, sua morte ficou mal explicada, tendo sido hospitalizado em Lisboa com uma forte pneumonia. Noticiou-se que havia festins em seu quarto de hospital, conforme denunciado pelos médicos portugueses. Jorge Amado e sua mulher, Zélia Gattai, o escritor João Ubaldo Ribeiro e o cantor Fagner eram visitas constantes, mas poucas informações puderam ser obtidas para esclarecer as circunstâncias da doença e morte de Glauber. O cineasta veio a falecer aos 42 anos, em 22 de agosto de 1981. |
![]() |
Filmografia 1961: Barravento 1964: Deus e o Diabo na Terra do Sol 1967: Terra em Transe 1968: Brasil, Ano 2000 (produção) 1969: O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro 1970: Cabeças Cortadas 1980: A Idade da Terra |
| o |
![]() |
| A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão |
![]() |
| Para reservas e informações, clique aqui |
| Glauber Rocha |
| Astros & Estrelas |