Notável comediante paulista, nascido em Itápolis, com surpreendente talento para imitações, quando personificava gente famosa, como Hebe Camargo, Paulo Maluf e Vicente Matheus. Colocou também no vídeo tipos como o Poderoso Chefão, no qual imitava Marlon Brando, e fez a caricatura de Emerson Fitipaldi, Dom Evaristo Arns e Dom Hélder Câmara. Dono de um repertório amplo, nem Joelmir Beting, Paulo Francis e Eduardo Mascarenhas foram poupados. Alves iniciou a carreira artística aos quinze anos de idade, como locutor comercial na Rádio Difusora de Itápolis. Já com dezoito anos, mudou-se para a capital paulista e e, na Rádio São Paulo, ganhou pequenos papéis em novelas, em 1955. Decidiu então, transferir-se para o Rio de Janeiro e dedicar-se ao humorismo.
Na Rádio Mayrink Veiga, participou dos programas A Cidade se Diverte, Vai da Valsa e Levertimentos, ao lado de comediantes consagrados, como Chico Anysio, Zé Trindade, Walter e Ema D'Ávila. Ao lado desta última, participou do humorístico Aí Vem Dona Isaura, pela TV Rio, em 1957. Na Rádio Tupi, integrou o elenco do programa Turma da Maré Mansa por alguns anos. Foi contratado da extinta TV Excelsior desde seu início e foi redator do show dos Trapalhões, na Rede Globo. Criador de tipos ingênuos e muito engraçados, Geraldo Hauers, seu nome na vida real, fez a sátira de Marília Gabriela (como Amarília Cabidela) no quadro TV Milhar, do programa Reapertura, do SBT. Participou da A Praça é Nossa pela mesma emissora e depois transferiu-se para o programa Escolinha do Professor Raimundo, da Rede Globo e onde interpretou com sucesso Bil Bebes. Esse personagem era inspirado em Gil Gomes, repórter do programa Aqui Agora, do SBT. Em 1985, deu seu primeiro espetáculo individual no teatro com Desculpe a Nossa Filha... Perdão, a Nossa Falha, permanecendo três anos em cartaz. Geraldo Alves faleceu aos 58 anos, em 19 de fevereiro de 1993. |