Cenógrafo conhecido por sua dedicação ao teatro brasileiro, era considerado um criador em busca de uma expressão artística genuinamente nacional. Deixou uma das mais extensas e inovadoras obras em mais de 60 peças nas quais trabalhou, sempre buscando uma ponte entre a cultura erudita e a popular.
Flávio estreou nas montagens teatrais em 1956, fazendo os cenários figurinos e direção de 'Pluft, o Fantasminha', de Maria Clara Machado. Em 1960 trabalhou em 'Morte e Vida Severina', com o Teatro Experimental Cacilda Becker. Fez também 'Um Bonde Chamado Desejo', de Tennessee Williams, 'O Filho do Cão', de Gianfrancesco Guarnieri, 'Depois da Guerra', de Arthur Miller, e 'A Ópera dos Três Vinténs', de Bertolt Brecht.
Em 1968, participou da histórica montagem de 'Roda Viva', de Chico Buarque. Fez também balê e cinema em super 8. Detido na década de 70, passou a produzir poesia. 'O balê Absurdos' , teve figurinos, cenário e a coordenação de Império, em 1984. Fez cenários para os shows de Maria Bethania, Elis Regina, Gal Costa, Gil e Caetano Veloso. Foi professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Participou com trabalhos de artes plásticas em diversas bienais e esboçou projetos arquitetônicos. Império morreu aos 50 anos, em 19 de dezembro de 1985. |