Escritor brasileiro, autor de grandes obras da literatura nacional como "O Homem Nu" (1960) e "O Gato Sou Eu" (1983). Com o nome de Fernando Tavares Sabino, filho do procurador de partes e representante comercial Domingos Sabino, e de D. Odete Tavares Sabino, nasceu a 12 de outubro de 1923, Dia da Criança, em Belo Horizonte. 

Em 1930, após aprender a ler com a mãe, ingressa no curso primário do Grupo Escolar Afonso Pena, tendo como colega Hélio Pellegrino, que já era seu amigo dos tempos do Jardim da Infância. Torna-se leitor compulsivo, de tal forma que mais de uma vez chega em casa com um galo na testa, por haver dado com a cabeça num poste ao caminhar de livro aberto diante dos olhos. Desde cedo revela sua inclinação para a música, ouvindo atentamente sua irmã e o pai ao piano. Em 1934, entra para o escotismo, onde permanece até os 14 anos.

Com 12 anos incompletos, em 1935, torna-se locutor do programa infantil "Gurilândia" da Rádio Guarani de Belo Horizonte. Freqüenta o Curso de Admissão de D. Benvinda de Carvalho Azevedo, no qual adquire conhecimentos de gramática. Ingressa no curso secundário do Ginásio Mineiro, onde demonstra grande interesse pelo estudo de Português. Nessa época, por iniciativa do irmão Gerson, tem seu primeiro conto policial  estampado na revista "Argus", órgão da Secretaria de Segurança de Minas Gerais. Passada a primeira emoção vem o desapontamento: o nome do autor, na revista, consta como sendo Fernando Tavares "Sobrinho".

Nadador, em 1939, bate vários recordes em sua especialidade: o nado de costas. Compete e ganha inúmeras medalhas em campeonatos nas cidades de Uberlândia, São Paulo e Rio de Janeiro. João Etienne Filho, secretário de "O Diário", órgão católico, ajuda-o no início de sua carreira.  Nele publica artigos literários, juntamente com Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino, formando com eles um grupo de amigos para sempre.

Inicia o curso superior na Faculdade de Direito, convive com escritores e ingressa no jornalismo como redator da "Folha de Minas". Reúne seus primeiros contos no livro "Os Grilos não Cantam Mais", publicado no Rio de Janeiro à sua própria custa. Bem recebido pela crítica, lhe vale principalmente pela carta recebida de Mário de Andrade. Colabora no jornal literário do Rio "Dom Casmurro", revista "Vamos Ler" e "Anuário Brasileiro de Literatura".

Muda-se para o Rio em 1944, assumindo o cargo de Oficial do Registro de Interdições e tutelas da Justiça do Distrito Federal. Convive com Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Carlos Lacerda, Di Cavalcanti, Moacyr Werneck de Castro, Manuel Bandeira e Augusto Frederico Schmidt, entre outros. Conhece Clarice Lispector, dando início a uma intensa amizade. 

Sabino viajou por diversos países, colaborou para inúmeros jornais e revistas e foi o autor de  "O Encontro Marcado", "O Homem Nu", "A Mulher do Vizinho", "Quadrante 1", "Quadrante 2", "O Grande Mentecapto", "A Falta Que Ela Me Faz", "O Menino no Espelho", "O Gato Sou Eu", "Macacos Me Mordam", "A Vitória da Infância", "A Faca de Dois Gumes", "O Pintor que Pintou o Sete", "Martini Seco", "O Tabuleiro das Damas", "A Volta Por Cima", "Zélia, Uma Paixão", "Aqui Estamos Todos Nus" e "Os Movimentos Simulados". Fez também dezenas de roteiros e textos de filmes documentários para diversas empresas.
Fernando Sabino faleceu aos 80 anos, em 11 de outubro de 2004.
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Fernando Sabino
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