Ator paulista de televisão e teatro, vinha atuando em telenovelas da Rede Globo há 25 anos. Estreou em 1962, na novela Gente como a Gente, da TV Record. Trabalhou em várias companhias de teatro em São Paulo e, entre 1968 e 1970, criou, junto com Armando Bogus e Antunes Filho, o PTC - Pequeno Teatro de Comédia. Destacou-se ao encenar O Diário de Anne Frank e As Bruxas de Salém. Carone começou a atuar na Globo a partir de 1969, quando alcançou seu primeiro sucesso, A Cabana do Pai Tomás. Depois seguiram-se Pigmaleão 70 (1970), Bandeira 2 (1972), Uma Rosa com Amor (1972), O Pulo do Gato (1978), Chega Mais (1980), Plumas & Paetês (1980), Top Model (1989), De Quina Para a Lua, Meu Bem, Meu Mal (1991) e Despedida de Solteiro (1992), seu último trabalho na TV.

Carone passava quase a imagem de uma pessoa da família para os milhões de brasileiros que assistem a novelas. Pouco antes de morrer, ele estava em cartaz no Rio de Janeiro com a peça Além da Vida, baseada em livro de Chico Xavier. No cinema, participou de Guerra é Guerra (com Ankito), Moral em Concordata (1959, com Armando Bogus), Lua de Mel e Amendoim (1971, com Otelo Zeloni), E as Pílulas Falharam (1976) e A Árvore dos Sexos (1977). Foi também cantor de ópera. Um dos textos mais famosos e admirados da literatura brasileira, O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, foi para o cinema, na primeira versão, com o nome de A Compadecida, dirigida por George Jonas e com um grande elenco. Armando Bogus interpreta João Grilo, Antônio Fagundes é Chicó e Regina Duarte está como a Compadecida, além de Felipe Carone. O artista faleceu aos 74 anos, em 27 de março de 1995.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Felipe Carone
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