Figurinista baiano, grande expoente do carnaval carioca, estreou no Rio de Janeiro em 1959 com a fantasia Netuno, ganhando o primeiro lugar na categoria luxo. Nos anos que se seguiram, até 1985, foi campeão durante 21 vezes, tornando-se o concorrente mais premiado dos desfiles. Oriundo de família tradicional da Bahia, seu avô chegou a ser governador e sua avó nomeava os chefes de polícia de Salvador.

Antes de dedicar-se às fantasias, Evandro foi revisor do Diário Oficial da capital baiana e depois bailarino, tendo feito parte do corpo de baile do Teatro Colombo de Buenos Aires e trabalhado nos palcos mais importantes da Argentina. Formado em Direito, iniciou nos certames carnavalescos em 1956 em Salvador, tendo completado 25 anos de carreira nas passarelas.

Com respeito à história dos desfiles de fantasia durante os carnavais no Rio de Janeiro, eles começaram com o baile no Teatro Municipal em 1932. Em 1938, Clovis Bornay já protestava diante da escolha do campeão, que havia sido Pedro Vargas usando apenas o típico chapéu mexicano. Em 1942, o concurso foi suspenso por causa da guerra. Voltou em 1946 apenas para mulheres e, em 1948, iniciou a fase que o caracteriza até os dias atuais. Evandro morreu aos 65 anos, em 24 de fevereiro de 1985.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Evandro de Castro Lima
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