Psicanalista carioca considerado um dos mais disputados pelas problemáticas estrelas da Rede Globo e outras personalidades, foi casado com a atriz Christiane Torloni. Mascarenhas também queria popularizar a psicanálise, adaptando-a a uma realidade morena, brasileira e tropical, como ele dizia. Incompreendido e atacado (os colegas o expulsaram de sua sociedade), tornou-se político. Apelidado pejorativamente de Egoardo, participou do programa TV Mulher, da Rede Globo, atendia a convites formulados pela maioria dos programas de entrevistas e mantinha colunas em revistas e jornais.
Com uma clientela de artistas e socialites, sempre acompanhado de belas mulheres, Mascarenhas fez sucesso discutindo de forma didática conceitos freudianos. Lançou o livro Emoções no Divã de Eduardo Mascarenhas em 1985, em cuja introdução discutia porque sua ciência é considerada de elite, tratando apenas dos ricos desmiolados, razão pela qual resolveu popularizar as idéias da psicanálise. Abordando problemas curiosos que, segundo o doutor, podem acometer qualquer pessoa, seja ela rica ou pobre, Mascarenhas parecia ter encontrado a chave de vários enigmas da personalidade humana, que antes de sua dedicação sugeria ter sido mais complexa.
De fato, o psicanalista conseguiu popularizar suas idéias e tornar assuntos difíceis em bula de remédio. Eleito deputado federal pelo PDT, iniciou-se na vida política em 1990. Três anos mais tarde, mudou-se para o PSDB. Eduardo Mascarenhas veio a falecer aos 54 anos, em 29 de abril de 1997. |