Maestro e compositor norte-americano nascido em Wilhelmshaven, considerado o artista mais completo no segmento de jazz. Meticuloso e sensível, suave e equilibrado, conseguiu moldar, numa única massa, toda a importante música da América Negra, o blues e o gospel, acrescentando finesse e elegância. Por seus modos aristocráticos, foi apelidado de Duke (duque), e pela música delicada subitamente transformada em violência, seu jazz passou a ser chamado de selvagem.
A família de Duke, muito religiosa, passava praticamente a noite cantando. E ele, desde pequeno, decidiu dedicar sua vida à música. No começo da carreira, tinha limitações como pianista. Por isso, decidiu compor suas próprias melodias, simplesmente porque não conseguia executar nenhuma obra que não fosse dele. Pianista e diretor de orquestra desde 1918, criou em 1927 o jungle style e inovou o jazz com a introdução da voz humana como instrumento. Em 1933, fez sua primeira excursão à Europa e, em 1939, com transformações em sua orquestra, gravou músicas clássicas em arranjos como Concert for Cootie, Cotton Tail e Mr. J. B. Blues.
Seu álbum, Yale Concert, foi gravado ao vivo sob as abobadas gótico-vitorianas do Woolsey Hall, da Universidade de Yale, exibindo seu áspero jungle sound e rasgando os metais com um repertório que incluiria Warn Valley, num emocionante solo do saxofonista Johnny Hodges, falecido alguns meses depois da gravação. Sendo a principal arma de sua música a unidade sonora, seu arranjador, Billy Strayhorn, observou certa vez: Ellington toca piano. Mas seu instrumento é a orquestra. Ele também compôs pequenas obras primas, como Mood Indigo, Don't Get Around e Solitude. Sendo seu nome verdadeiro Edward Kennedy Ellington, estreou seu segundo concerto sacro em 1968, na catedral de São João Divino e, em 1986, o correio americano lançou um selo comemorativo em sua homenagem. Duke veio a falecer aos 75 anos, em 24 de maio de 1974. |