Intérprete com grande popularidade entre os anos 30 e 50, quando ela e a irmã Linda foram por diversas vezes aclamadas como as rainhas do rádio e Dircinha era uma das cantoras preferidas do presidente Getúlio Vargas. Dircinha participou do filme Bombonzinho, ao lado de Oscarito, em 1938. A dupla não conseguiu manter o sucesso na televisão e a carreira declinou nos anos seguintes, quando recebia menos convites para cantar.

Dircinha ficou tão revoltada com a situação que prometeu não cantar mais coisa alguma. Pressionadas pelas dívidas, as irmãs venderam parte de suas propriedades, jóias e carros, passando a viver exclusivamente de suas aposentadorias, pagas como autônomas. Solitárias e esquecidas, bebiam muito, promovendo grandes tumultos no prédio onde moravam. Há muito tempo afastada do microfone, Dircinha afirmava não querer cantar "nem por um cheque em branco", que a Rede Globo de fato lhe teria enviado, como cachê pelo show gravado para a televisão no início da década de 80. Na época, a dupla ganhou grande espaço na imprensa, aproveitando para contar suas vidas e carreiras.

Filhas de um famoso artista, Batista Júnior, Dircinha nasceu em São Paulo mas logo toda a família transferia-se para o Rio de Janeiro, onde o pai pode prosseguir na série de espetáculos que realizava em teatros e cinemas cariocas. Cantor, compositor e ator, também ganhava prestígio como ventríloquo de bonecos que ele mesmo fabricava. Em 1985, Dircinha, Linda e Odete, a irmã mais velha, foram encontradas em completo abandono no apartamento em que moravam em Copacabana. Linda tinha feridas pelo corpo, Dircinha sofria de crises de histeria e Odete de depressão. Linda morreu em 1988 e Odete em 1995. Dircinha, a caçula, passou os últimos anos numa clínica geriátrica e veio a falecer aos 77 anos, em 18 de junho de 1999.  
o
A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
Para reservas e informações, clique aqui
Dircinha Batista
Página Inicial
Astros & Estrelas