Pintor, cenógrafo e escritor paulista nascido em São Roque, célebre por sua luta pelos direitos homossexuais no Brasil. Alcançou grande sucesso como gravador e pintor, onde se baseava em paisagens bucólicas e românticas figuras femininas. De  reconhecida qualidade técnica e artística, sua obra conquistou prêmios importantes, como o de cartaz da primeira Bienal realizada em São Paulo, em 1951.

De 1962 a 1967, viveu entre Roma e Paris, tendo retratado, sob encomenda, personalidades como Audrey Hepburn, Silvana Mangano e Francoise Sagan. No teatro, como cenógrafo, ganhou, em 1957, todas as premiações do ano com a peça 'Pedreira das Almas',  do Saci até o prêmio Governador do Estado.

Escreveu também peças de teatro e lançou o livro 'A Meta' em 1976, combatendo a discriminação gay. Foi editor do extinto tablóide O Lampião, especializado no mesmo assunto. Nos últimos dois anos de vida, retirou-se para uma mansão no alto da Serra da Cantareira, São Paulo, e continuou suas pinturas, inclusive uma dama de negro, com grande chapéu, que ele próprio comparou à presença da morte.

Por anos a fio Penteado carregou sozinho a bandeira do homossexualismo no Brasil. Foi do artista, ainda no início da década de 80, a primeira tentativa de arrecadação de fundos em benefício da pesquisa sobre a Aids no Brasil, através de um leilão. Apesar de desencantado com os resultados, participou de diversas campanhas de concientização da doença, tendo gravado uma chamada para a televisão, de alerta ao público. Penteado morreu aos 61 anos, em  5 de dezembro de 1987.
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Darcy Penteado
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