Atriz do cinema italiano nascida em Alexandria, Egito, participou de peças de teatro e filmes desde 1934, tendo sido estrela de teatro de revista e diplomada em artes dramáticas. Co-autora, ao lado de Federico Fellini, da grande revolução cinematográfica do pós-guerra, o neo-realismo italiano, considerada uma das poucas explosões que o cinema viu nascer, consagrou-se em 1945 por sua interpretação em Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, com quem estava casada na época. Depois, separaram-se e ela contraiu núpcias com o diretor Goffredo Alessandrini, o qual a abandonou logo que seu filho nasceu. Décadas mais tarde, ele exigiria da estrela uma pensão mensal para aceitar o divórcio. Ela teve ainda uma longa amizade com o teatrólogo americano Tennessee Williams, morto em 1983. Caracterizada pelos cabelos em desordem, as olheiras profundas na mascara de dor, Anna declarou certa vez: Nunca fui atriz, passei a vida interpretando apenas uma personagem, uma romana comum - isto é, eu mesma. De Rossellini ela ainda faria Il Miracolo em 1946, sobre uma camponesa seduzida por um vagabundo e dá à luz numa igreja vazia. Lembrando a concepção da Virgem Maria, o filme causaria um escândalo tão grande que, em 1950, ele saiu de cartaz em Nova York, por pressão da Igreja Católica. Com Rossellini Anna fez também Amor, a Máquina Destruidora (Amore, 1948). Dirigida por Luchino Visconti, Magnani fez Nós, as Mulheres (Siamo Donne) em 1952, ao lado de Ingrid Bergman, com quem Rossellini já havia casado. Magnani recebeu o Oscar de melhor atriz em 1955 ao contracenar com Burt Lancaster em A Rosa Tatuada (The Rose Tatoo), filme de Daniel Mann. Em 1951, no auge da beleza e enigmático poder sensual, fez Belíssima. Passou os últimos dez anos da vida recusando papéis em westerns-spaghetti e filmes eróticos. Faleceu aos 65 anos, em 25 de setembro de 1973. |
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| Filmografia 1941: Teresa Venerdi (idem) 1945: Roma, Cidade Aberta (Roma, Cittá Aperta) 1948: Amor, a Máquina Destruidora (Amore) 1951: Belíssima (idem) 1952: Nós, as Mulheres (Siamo Donne) 1952: A Carruagem de Ouro (Le Carrosse d'Or) 1953: Volcano (idem) 1955: A Rosa Tatuada (The Rose Tatoo) 1957: A Fúria da Carne (Wild is the Wind) 1958: Inferno na Cidade (Nela Citta l'Inferno) 1959: Vida em Fuga (The Fugitive Kind) 1962: Mamma Roma (idem) 1967: Esses Italianos (Made in Italy) 1969: O Segredo de Santa Vitória (The Secret of Santa Vittoria) 1971: A Vedete (La Sciantosa) 1971: O Automóvel (L'Automobile) 1971: Roma 1870 (Correva l'Anno di Grazia 1870) |
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