Artista plástico e fotógrafo norte-americano, nascido em Pittsburg, na Pensilvânia, e filho de imigrantes checos, seu nome real era Andrew Warhola. Célebre pela reprodução da lata de sopa Campbell's, de garrafas de coca-cola, de máquinas de escrever, retratos de Marilyn Monroe e dos Beatles em nuances de diversas cores, e de Mao Tse-Tung. Se seguiram as séries com fotos de Liz Taylor, John Kennedy, Muhammad Ali e Pelé. Legítimo representante da pop art e consagrado como o príncipe da contracultura, era alvo de grande destaque pela imprensa em função de comentários desconcertantes e de intrigante modo de se vestir. Costumava promover festas onde autografava os objetos mais triviais que lhe punham nas mãos.

Depois de trabalhar vários anos como desenhista em revistas de modas, mudou-se para Nova York em 1947, aos 19 anos, e tornou-a seu quartel general. Quando a pop art explodiu, na década de 60, sentiu ter chegado sua hora. Lançou a revista Interview em 1969, dedicado a frivolidades, moda e estilo, criando assim um gênero diferente de publicação para a alta sociedade. Abandonou o desenho delicado que fazia e passou a pesquisar com técnicas de reprodução. Em 1964 chegou a criar um múltiplo auto-retrato. Os anos seguintes foram vitais: largou a paródia da cultura de consumo e mergulhou em imagens de morte e desastre, como a série das cadeiras elétricas e dos homens mais procurados (ampliações de posters do FBI).

Seus auto-retratos de 67/68 revelaram-no como uma figura maquinal, um produto. Dez anos depois, a imagem estava completamente lavada, através de fotos em negativo e buscando-se um efeito hologramático. No começo dos anos 80, Andy figurou-se como ?O Sombra?, aquele personagem do seriado noir. Seu passo seguinte foram as mascaras mortuárias. Ainda nos anos 60, coordenou a Factory, na Rua 47 novaiorquina, como um teatro do absurdo: templo redentor banhado pela luz de sua fama e com imagens de drogados, artistas, decadentes, proscritos e transexuais em suas paredes prateadas. Sua celebridade era costumeiramente modelada em quinze minutos de fama, tendo causado um divertido impacto na década de 70 com essa afirmação. Entre mais de 100 filmes que dirigiu, foi responsável por uma série experimental de baixíssimo custo, que renderam pouco dinheiro. Em um deles, durante oito horas, o espectador via apenas a silhueta do Empire State Building.

Com a peruca platinada em cima dos cabelos escuros e os olhos negros atrás de um óculos rosa-neon, pálido e espectral, Andy fazia parte do underground radical chique da badalação. Como tornar-se uma celebridade sempre foi seu lema, que agarrou com ávido e calculado desespero. Lançou um livro, América, com uma coletânea de gente famosa junto com seus pensamentos. No prefácio de 'Andy Warhol's Exposures', lançado em 1979, o artista dizia-se contaminado por uma moléstia, a social. Os sintomas começariam pela obsessão de sair a noite, com medo de perder algo, passariam pela escolha de amigos dependendo do fato de eles terem ou não uma limusine, e se tornariam indiscutíveis quando a primeira leitura da manhã tiver que ser a coluna social.

Truman Capote certa vez escreveu sobre ele: 'Andy Warhol gostaria de ser Edie Segwick (a grande musa de Warhol). Ele gostaria de ser uma debutante encantadora e bem-nascida de Boston. Ele gostaria de ser qualquer pessoa, menos Andy Warhol'. Andy morreu aos 59 anos, em 22 de fevereiro de 1987.
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A pousada na reserva florestal de Campos do Jordão
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Andy Warhol
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